Depois de ter sido sujeita a uma cirurgia, a jornalista e apresentadora Wanda Chase morreu aos 74 anos em Salvador, na Bahia, na noite de quarta-feira. Foi submetida à intervenção ao ser diagnosticada com aneurisma dissecante da aorta.
A condição é considerada emergência médica grave, caracterizada pelo rompimento da parede interna da aorta, considerada a maior e mais importante artéria do corpo humano.
O aneurisma dissecante da aorta ocorre quando há dilatação irreversível da artéria, com aumento de pelo menos 50% do diâmetro normal. O sangue passa a fluir entre a camada interna e a externa, causando a separação das duas.
A dissecção resulta na obstrução da circulação sanguínea, podendo causar uma paragem cardíaca. Caso a aorta se rompa, a hemorragia pode levar o doente à morte em questão de minutos.
É possível evitar a morte se o aneurisma for tratado com rapidez, sendo que a rutura pode ser prevenida com o acompanhamento.
Os principais fatores de risco para o aneurisma dissecante da aorta são hipertensão, acumular de placas de gordura na artéria, tabagismo, diabetes e colesterol descontrolado, além de histórico familiar.
A doença é silenciosa e exige atenção. Alguns doentes passam anos assintomáticos e só sentem dor quando o aneurisma se rompe. Os aneurismas podem acometer a aorta abdominal, segmento que passa pelo abdómen, e a aorta torácica, que passa pelo tórax.
O crescimento do aneurisma pode ser retardado com uso de medicação, no entanto, alguns casos exigem intervenção cirúrgica. No método convencional, o fluxo de sangue é interrompido temporariamente para substituir a porção dilatada por uma prótese de tecido suturada no local.