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Ataque de pânico? Eis 3 passos que deve seguir para controlar a situação

Ataque de pânico? Eis 3 passos que deve seguir para controlar a situação
Sandra M. Pinto

Reduza o medo, recupere o controlo e evite as consequências mais negativas.

Se já alguma vez teve que enfrentar um ataque de pânico então é provável que saiba o quão assustador pode ser esta experiência. A sensação de ansiedade, a incapacidade de expressar um pensamento claro, o coração a bater rápido, as náuseas, tudo isto são sintomas que habitualmente acompanham um ataque de pânico.

Durante estes momentos muitas pessoas têm medo de morrer e acreditam estar a sofrer de um ataque cardíaco. No entanto nada disso é verdade. Regra geral os ataques de pânico são experiências inofensivas que não acarretam quaisquer consequências negativas. Basicamente estes momentos desagradáveis são causados sobretudo por um desequilíbrio na respiração – ou hiperventilação.

 

Basicamente quando respiramos demasiadamente absorvemos quantidades excessivas de dióxido de carbono. Esta situação impede que oxigénio seja corretamente libertado pela corrente sanguínea, não conseguindo assim chegar ao cérebro, aos músculos e a outros órgãos vitais. Esta falta de oxigénio pode provocar tonturas, náuseas, ansiedade, desconforto intestinal, etc.

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Sendo certo que existem diversos fatores psicológicos que podem estar na origem deste tipo de ataques de pânico e que devem ser avaliados por um especialista, a verdade é que existem igualmente algumas estratégias para controlar melhor o momento de maior stress. Quando maior for a nossa incapacidade de manter a calma, pior será a experiência associada a este ataque.

De acordo com a terapeuta e psicóloga Inna Khazan, existe uma simples estratégia de respiração baseada em 3 passos que todos devem seguir para ganhar maior controlo sobre este tipo de situações, permitindo uma resposta mais saudável e eficaz.

 

  1. Aguente

Mal reconheça que está a começar a entrar em pânico e a entrar numa maior ansiedade pare de respirar. Aguente a sua respiração durante 10 segundos e conte lentamente até 10. É tão simples como isto. Repita este processo várias vezes (inspirar e “segurar” durante 10 segundos) até começar a sentir-se mais calmo. A verdade é que o simples ato de “prender” a respiração permite aumentar os níveis de dióxido carbono e conduzir mais oxigénio para o cérebro, reduzindo desta forma a sensação de sofrimento.

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  1. Respire

À medida que a sua respiração estabiliza e se torna mais relaxado, continue a respirar de forma lenta. Não apresse os momentos de inalação, permita que o corpo faça pequenas pausas entre as respirações. Inspire como se estivesse a cheirar uma flor, aguente e exale pela boca como se estivesse a apagar uma vela.

  1. Observe

Por último, e à medida que a intensidade da experiência de pânico se reduz, chega o momento de começar lentamente a olhar em seu redor, captando as influências externas. Foque-se no presente e deixe que as diversas sensações se movam livremente. Procure estruturar a sua observação em torno dos seus vários sentidos. O que está a ver? O que cheira? O que sente? Qual o sabor? A resposta a este tipo de questões vai permitir que a aceite melhor o presente momento. O pânico irá começar a desaparecer.

 

 

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