Como pode ficar em forma para o resto da sua vida

O envelhecimento é inevitável, mas manter-se fisicamente ativo pode retardar o surgimento dos seus efeitos e aumentar a expectativa de vida. Os especialistas lembram que em qualquer idade pode aumentar a sua força, potência e massa muscular.

Porque estar em forma deve ser uma preocupação de todas, em todas as idades e diferentes condições físicas, o portal neozelandês Conversation partilhou algumas dicas de exercícios, sobretudo para pessoas de 60 anos ou mais, em diferentes níveis de condicionamento físico.

Para as pessoas que toda a vida fizeram exercício físico

Este grupo é uma minoria, na verdade, mas os que se enquadram podem ser uma espécie de “super-homem” e estarem com uma saúde de “ferro”. Um tipo de pessoas com uma maior expectativa de vida e que estão a envelhecer “com sucesso”.

Geralmente, é nessa fase da vida que se colhe a recompensa de passar uma vida inteira mantendo-se ativo. Com um esqueleto e uns sistemas metabólico, cardiovascular e imunológico mais saudáveis, uma pessoa provavelmente pode superar as contrariedades naturais causadas pelo envelhecimento.

Por isso, a principal dica para este grupo é continuar a desafiar-se fisicamente, nas diversas aulas do ginásio, remo, corridas nos parques naturais ou em vários trabalhos manuais como a jardinagem, por exemplo. Misture na sua rotina diferentes exercícios – uma combinação do trabalho aeróbico e de resistência.

No entanto, evite sobrecarregar qualquer parte do seu corpo, pois a recuperação após os exercícios é mais lenta à medida que se envelhece. Portanto, exercite-se de maneira inteligente, para garantir que consegue continuar a praticar o exercício físico que gosta por mais tempo.

Para as pessoas que têm uma relação moderada com o exercício físico

A consistência a longo prazo pode ser a chave para beneficiar dos efeitos. Ir ao ginásio não tem de ser a única forma de realizar atividades físicas. Procure em todos os momentos do seu dia-a-dia e vai ver que encontra forma de continuar em boa forma. Por exemplo, caminhe rapidamente para as lojas, mantenha a jardinagem e seja ativo em casa. Subir escadas pode ser um ótimo exercício caseiro.

Ligar a atividade física à socialização pode significar uma otimização dos seus benefícios. Experimente entrar numa turma de yoga ou de aulas de dança. Pode também integrar alguns exercícios ao ar livre, para aumentar a saúde mental.

Além disso, é do seu interesse evitar longos períodos de sessão, ou seja, prefira as aulas mais curtas e mais intensas. Tente aumentar constantemente o seu nível de exercício aeróbico em um nível em que você sue e sinta um pouco de falta de ar. Lembre-se que os exercícios de fortalecimento e flexibilidade (alongamentos) são negligenciados; portanto, tente incluir esse tipo de exercício sempre que possível.

Para os que são incapacitados (por qualquer motivo)

Por fim, as dicas para quem sofre de condições crónicas complexas, que pode ver dificultada ou impossibilitada a realização de exercício físico, ou até aqueles que, apenas, nunca tiveram o hábito de praticar qualquer tipo de exercício físico. Qualquer altura pode ser boa para começar a criar um tempo no seu dia destinado para o efeito.

Os primeiros casos podem precisar de autorização de um médico para se exercitar e aconselhamento especializado sobre exercícios de um fisioterapeuta ou outro profissional da área. Porém, algo que pode e deve ser combatido por todos é a redução do tempo que se passa sentado e fazer um pouco de exercício. Isso, por si só, pode trazer grandes benefícios à saúde.

Sentir um pouco de ar com o exercício é normal e algumas dores iniciais ou dores nas articulações podem ser boas. Mas, se sentir dor no peito ou um desconforto severo, consulte um médico imediatamente.

Os especialistas da comunidade científica que foram ouvidos pelo Conversation sugerem, ainda, que se tiver uma cirurgia programada, «seja o mais ativo possível antes de ser internado no hospital e que se comece a mover o mais rápido possível depois», pois isso pode ajudar na sua recuperação.

Além disso, mesmo nas situações mais crónicas e complicadas, como depois do diagnóstico de um cancro, «deve manter-se ativo, mesmo durante o tratamento, como quimioterapia e radioterapia, e durante a recuperação». Dica igual para quem padecer de outras condições crónicas comuns, como doenças cardíacas ou pulmonares.

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