Viver mais e melhor. Dicas para envelhecer bem

Já deve ter lido muitos artigos sobre como viver mais e melhor, que assenta em dois pilares fundamentais: manter- -se ativo e alimentar-se de forma saudável. A saúde física deve ser, sem dúvida, uma prioridade nas nossas vidas. Mas será que isso chega para viver mais? Ou melhor?

Já deve ter lido muitos artigos sobre como viver mais e melhor, que assenta em dois pilares fundamentais: manter- -se ativo e alimentar-se de forma saudável. A saúde física deve ser, sem dúvida, uma prioridade nas nossas vidas. Mas será que isso chega para viver mais? Ou melhor?

Na verdade o nosso bem-estar e saúde não dependem exclusivamente da prática regular de exercício físico e de uma alimentação livre de excessos e gorduras trans. Um exímio praticante de crossfit com uma massa muscular capaz de fazer inveja ao Cristiano Ronaldo pode viver mal e, em última análise, pouco. Não raras vezes aquilo que fazemos para nos manter saudáveis não compensa os atentados que cometemos contra a nossa saúde, como quando passamos mais horas do que devíamos no trabalho, estamos constantemente sob stress ou deixamos de ter tempo de qualidade com amigos e família.

Viver mais e melhor depende não apenas da saúde, mas de sermos felizes. Perceber isso é meio caminho andado para chegar aos 100 anos. Mas será que devemos então abandonar os hábitos saudáveis que adquirimos e atacar o hambúrguer mais gorduroso do restaurante, só porque ele nos faz “felizes”? Não. Se quiser viver mais, pense que é melhor viver em pleno do que sem saúde e com limitações. Cuidar da saúde serve menos para viver mais – qualquer vida pode terminar a qualquer momento, em qualquer idade, saudável ou não – do que para viver bem. E é por isso que vale tanto a pena investir num estilo de vida saudável.

Ainda assim, é importante olhar à sua volta e perceber que ser saudável é apenas uma parte do caminho para a longevidade. A sua relação com os outros e consigo mesmo é determinante para viver uma vida não apenas longa, mas que vale a pena ser vivida…

A vida não é justa, mas vale a pena

• Não deixe de se indignar contra o que está errado e jamais se resigne perante aquilo com que não concorda, mas, pela sua saúde física e psicológica, não permita que a sua vida seja uma sequência interminável de indignações constantes contra tudo e o seu contrário. Ceda à tentação de andar constantemente em ebulição com basicamente tudo o que lê na internet e vê na televisão, só porque vive num mundo diferente daquele que idealizou – e comece a tirar partido do que ele tem de melhor.

Viaje mais

• Se não tiver dinheiro para fazer viagens longas para destínos exóticos, pense em quantas cidades existem num raio de 300 quilómetros à volta da sua casa, às quais nunca foi. É uma forma de começar a conhecer outras pessoas, lugares, problemas… e outras soluções. Viajar é a única forma que existe de gastar dinheiro e ficar mais rico. Viaje mais, de acordo com as suas possibilidades, e veja os seus horizontes a abrirem-se cada vez mais.

Poupe para a reforma a partir do primeiro salário

• Esta é para os nossos leitores mais jovens, e o propósito é claro. Quanto mais tempo tiver até à reforma, mais dinheiro consegue juntar para essa altura da vida. Se o fizer a partir do seu primeiro salário, tem várias décadas de trabalho pela frente e a possibilidade de juntar uma quantia muito significativa. Se ao longo da sua carreira ainda investir esse dinheiro em soluções financeiras com pagamento de juros, pode chegar à idade da reforma sentado numa mina de ouro. Mas atenção: precaver o futuro não é sinónimo de ser ganancioso.

Perceba que ouvir é mais importante do que falar

• A maior dica que a criação nos podia ter dado sobre este assunto é o facto de termos dois ouvidos, mas apenas uma boca. Ouvir é infinitamente mais importante do que falar. E no que diz respeito a críticas, oiça-as a todas, com atenção e até ao fim, porque essa é a melhor forma que tem de evoluir e fazer melhor. Não deve deixar de dar a sua opinião, é claro. Mas oiça sempre a dos outros também, e se possível, primeiro.

Resolva problemas

• Passamos demasiado tempo preocupados ou, pior do que isso, a queixarmo-nos dos nossos problemas, quando, muitas vezes, poderíamos investir todo esse tempo a resolvê-los. Grande parte dos problemas do quotidiano das pessoas podem ser rapidamente resolvidos, por isso apresse-se a fazê-los desaparecer para não ter mais de preocupar-se com eles. Se não puder resolver um problema no imediato, tente encontrar uma solução que possa pôr em prática no futuro, ou ao longo do tempo. O mais importante é não deixar para amanhã o que pode fazer hoje, nem tentar resolver o insolúvel.

Mantenha-se ocupado

• Dizem que parar é morrer, e alguns estudos, que comparam a qualidade de vida de pessoas com níveis de ocupação diferentes e a mesma idade, comprovam-no. Mas estar ocupado não é, necessariamente, trabalhar. Esta dica destina-se principalmente a quem já está na reforma e acha que não tem nada para fazer. Nada mais errado. Pelo contrário, este é o momento da sua vida em que pode fazer tudo aquilo que não podia, quando passava oito horas do dia no trabalho. Faça o que lhe apetece, em vez do que tem de fazer. E aproveite!

Vá ao médico

• Mesmo que não esteja doente, o melhor é ir ao médico pelo menos uma vez por ano, para fazer alguns exames e garantir que está tudo bem. Com o avançar da idade, e mesmo com uma dieta equilibrada e exercício físico, é sempre aconselhável vigiar determinados aspetos. Uma simples série de exames, nomeadamente análises sanguíneas, eletrocardiograma e raios X ao tórax, uma vez por ano, já lhe permitem despistar muitos problemas graves.

Socialize

• Ao longo da vida perdemos contacto com alguns amigos e ganhamos novos. Manter as amizades é o mais importante, mas se existem algumas que se perderam no tempo, este momento é tão bom como qualquer outro para fazer um telefonema e recuperar alguns contactos. Organize um jantar, viaje com amigos, ganhe o hábito de tomar café acompanhado todos os dias e socialize o mais que conseguir. Se nem sempre puder estar pessoalmente com as pessoas de quem gosta, ligue-lhes. Quanto menos sozinho estiver, melhor se vai sentir.

Exercite o cérebro

• O exercício físico é excelente para a saúde, mas também é preciso exercitar o cérebro. Vale tudo: palavras cruzadas, jogos de puzzle, sopas de letras, xadrez… No papel ou no telemóvel, recorra a todos os mecanismos de que goste e tenha ao seu dispor para exercitar o cérebro. Além de sociabilizar, é igualmente eficaz, para manter o cérebro em atividade, ler livros, e também neste ponto não há limitações. Ficção ou não, tudo é bom desde que faça pensar.

Não duvide de si próprio

• Nada consegue destruir uma ideia de uma forma tão eficaz como duvidar de que é capaz. Mas não vale a pena ter ilusões. Duvidar é normal. O que não é normal é permanecer na dúvida. Relaxe, deixe de se focar nos inúmeros obstáculos à realização dos seus projetos e foque-se na solução de cada um deles. Um de cada vez. Se for realmente necessário, procure a ajuda de alguém que o possa ajudar. E lembre-se que não é o único a ter inseguranças.

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