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4 conselhos para quem apenas quer (ou pode) reformar-se após os 70

Imagina-se a trabalhar até “não poder mais”? Se sim, saiba para o que terá de se preparar.

16 Setembro 2019
Forever Young

Para a maioria, a ideia de se reformar já depois dos 70 anos pode parecer extremamente indesejada. No entanto para a maioria das pessoas, com curtas poupanças no banco e com receio de um valor de reforma baixo, esta talvez seja a única solução para garantir a tão desejada segurança financeira.

Sem dúvida que o esforço de trabalhar mais uns anos do que seria habitual, pode muitas vezes significar a oportunidade de acumular mais rendimentos. Não será por acaso que nos EUA, já dois terços das pessoas afirmam planear trabalhar para além dos 70.

No entanto, existe um problema. Na verdade, as hipóteses de conseguir chegar aos 70 ou 80 ainda a trabalhar com saúde e num emprego estável são muito baixas. Dizem os dados oficiais que, em 2017, metade dos trabalhadores abandonaram os seus empregos antes dos 62. Segundo o Emplyee Benefits Research Institute (EBRI), no ano passado, apesar de 30% dos trabalhadores afirmar que pretendia reformar-se após os 70, apenas 7% acabou por esperar até tão tarde para o fazer.

Esta situação pode justificar-se por diversos factores, muitos dos quais ligados à perda abrupta de condições de saúde, à necessidade de apoiar familiares ou simplesmente ao despedimento.

O que é que isto deve significar para si? Ao invés de sonhar e prever trabalhar até quando quiser, o que faz sentido é preparar-se desde já para tudo aquilo que pode vir acontecer, que motive uma alteração dos seus planos.

Isto poderá ser concretizado tomando algumas decisões que aumentem as suas hipóteses de conseguir trabalhar até mais tarde, ao mesmo tempo que procura reduzir todas as situações que o poderão fazer abandonar antecipadamente o mercado de trabalho.

Eis algumas medidas que deve considerar:

  1. Faça o seu melhor para se manter saudável

Para 44% de todos aqueles que se reformaram mais cedo do que previsto, a razão apontada para essa decisão está relacionada com problemas de saúde ou deficiências motoras, segundo dados do EBRI.

  1. Mantenha intacta a sua rede de contactos

Continuar em contacto com pessoas dentro da sua rede profissional é um bom conselho, seja em que idade for, para atingir uma evolução positiva da sua carreira. Sendo que é particularmente relevante para todos aqueles que desejam (ou precisam) de trabalhar até mais tarde.

Procurar criar fortes relações com colegas que mais tarde na vida poderão ter um trabalho para lhe oferecer, assim como estar constantemente a sondar diferentes possibilidades de emprego serão duas boas formas de se manter preparado para qualquer súbita alteração ao seu atual posto de trabalho.

  1. Contemple a possibilidade de aceitar um salário mais baixo

Se o seu plano é continuar a trabalhar depois dos 70, terá que aceitar que dificilmente irá conseguir exigir as mesmas condições salariais que tinha durante o apogeu da sua carreira.

Prepare-se mentalmente e financeiramente para a ideia de vir a fazer menos dinheiro.

Para este efeito, Steve Vernon (autor e investigador no Stanford Center on Longevity) sugere experimentar viver com metade do seu salário à medida que se for aproximando da idade da reforma. Isto irá, por um lado, ajudá-lo a preparar-se para a possibilidade de ter de aceitar um salário mais baixo no futuro e, por outro, permitir que poupe algum dinheiro extra.

  1. Defina o objetivo de atingir a sua independência financeira

Ao invés de se concentrar na data especifica em que se quer reformar, pense antes no quanto irá precisar. Para este efeito, usar uma das “calculadora de valor reforma” disponíveis online poderá ajudar a perceber em que ponto está e quanto terá ainda que poupar.

Um exercício útil será quantificar quanto lhe custa atualmente o seu estilo de vida e perceber se com as suas poupanças e reforma teria capacidade de se sustentar sem a existência do seu salário.

Aqui o ponto-chave para conseguir atingir a independência financeira estará quase sempre relacionado com a sua capacidade de fazer sacrifícios e reduzir custos. Principalmente no que diz respeito às suas despesas fixas de maior volume, como por exemplo as despesas com habitação. Idealizar uma simples mudança de área residencial ou de tipologia da sua casa, pode na maioria dos casos significar uma importante poupança adicional.

 

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