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Poliploidia: a chave para entender cancros resistentes a tratamentos

Investigadores da Universidade de Osaka descobrem ligação entre poliploidia e danos no ADN, explicando a resistência de certos cancros a medicamentos e abrindo caminho para novos tratamentos.

21 Outubro 2024
Forever Young

Uma investigação revolucionária da Universidade de Osaka, no Japão, publicada este mês na revista Cell Death Discovery, revelou uma ligação estreita entre células em estado “poliploide” e a acumulação de danos no ADN, o que pode ser crucial para o desenvolvimento de tratamentos para certos cancros resistentes a medicamentos, avança a Alphagalileo.

Criámos células únicas com o dobro do número habitual de cromossomas para investigar a relação entre a poliploidia e os danos no ADN. (B) Após o tratamento com o medicamento anticancerígeno cisplatina, as células poliploides acumularam mais danos no ADN do que as células diploides. Os pontos brilhantes na imagem representam danos no ADN, visualizados por microscopia. (C) A cisplatina mata as células cancerígenas induzindo extensos danos no ADN. Apesar dos níveis mais elevados de danos no ADN nas células poliploides, estas apresentaram maior resistência à cisplatina do que as células diploides., CC BY, 2024, Tomonori Matsumoto, et al., Cell Death Discovery

A poliploidia, um estado em que uma célula contém mais cópias do material genético do que o habitual, é frequente em doenças humanas e cancros. Até agora, o seu efeito no destino celular era incerto. No entanto, os investigadores japoneses demonstraram que a poliploidia pode ser uma faca de dois gumes no que diz respeito ao cancro e ao seu tratamento.

Utilizando uma linha celular de fígado humano, a equipa descobriu que a ocorrência de poliploidia nem sempre leva à “senescência”, um processo pelo qual as células param de se dividir. A presença de danos no ADN causou dificuldades na divisão celular, aumentando assim a probabilidade de surgirem erros e de se desenvolver a poliploidização. Simultaneamente, a presença de poliploidização aumentou a quantidade de danos no ADN que ocorreu, devido ao stress que o material genómico extra colocou no processo de divisão celular.

No entanto, a equipa também descobriu que as células poliploides podem tolerar uma maior quantidade de danos no ADN do que as células diploides. Enquanto as células diploides acumulam danos e eventualmente param a divisão celular, exibindo um fenótipo conhecido como fenótipo secretório associado à senescência (SASP), as células poliploides necessitam de um nível maior de danos no ADN para mostrar interrupção do crescimento ou SASP.

O investigador principal do estudo, Kazuki Hayashi, explicou que as células poliploides contêm mais cópias da informação genética do que as células diploides, tornando menos provável que qualquer dano no ADN ocorra em todas as cópias de um gene essencial, permitindo que as células sobrevivam por mais tempo.

O estudo também fornece uma explicação para a frequente resistência dos cancros derivados de células poliploides aos tratamentos com medicamentos anticancerígenos. Alguns medicamentos de quimioterapia danificam o ADN celular para interromper o crescimento celular, visando as células cancerígenas porque estas crescem e dividem-se muito mais rapidamente do que as células saudáveis.

Tomonori Matsumoto, autor sénior do estudo, esclareceu que a maior tolerância das células poliploides aos danos no ADN explica por que estas células apresentam resistência a estes agentes que danificam o ADN, dificultando o tratamento destes cancros.

Esta descoberta sobre a ligação entre poliploidia e danos no ADN poderá ajudar a superar a resistência aos medicamentos apresentada pelas células cancerígenas poliploides e abrir caminho para novos tratamentos para estes tipos de cancro, refere a Alphagalileo.

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