A sopa e os benefícios de a incluir na sua alimentação

O consumo de sopa teve origem na pré-história, sendo que existem registos que a consideram como o prato mais antigo do mundo.

A inclusão na dieta alimentar diária da tradicional sopa de “legumes” tem benefícios para a saúde, uma vez que parece existir uma associação entre o reduzido consumo de hortofrutícolas e o aparecimento de cancro gastrointestinal, de doença cardiovascular isquémica e de enfartes do miocárdio.

A estes fatores benéficos acresce o fato de que o consumo regular de sopa diminui o risco de obesidade nos adultos.

De acordo com o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde estes são alguns dos benefícios de se consumir sopa com regularidade:

1. Disponibiliza quantidades muito significativas de nutrimentos (vitaminas, minerais);
2. Possui substâncias protetoras do nosso organismo, que nunca chegariam a ser absorvidas de outra forma;
3. Fácil digestão;
4. Boa fonte de hidratação;
5. A sopa, no início de uma refeição aumenta a produção biliar, reduz os teores de colesterol;
6. Consumida no início da refeição, promove, também, a libertação gradual de insulina, estimulando o apetite e saciando precoce e continuamente;
7. Ao contrário de outras preparações culinárias, não possui quantidades significativas de tóxicos, antinutrimentos ou alergénios de ocorrência natural;
8. Em função dos ingredientes que possui pode ser mais ou menos calórica, mais ou menos hidratante, ter mais ou menos sal, ter mais ou menos fibra. Esta flexibilidade tornam a sopa o alimento ideal para qualquer idade e para qualquer estado de saúde;
9. A sopa é ainda um tipo de confeção económico, relativamente rápido e que pode ser preparado antecipadamente para ser aquecido e servido apenas na hora;
10. Para além das questões da saúde e da nutrição, as sopas de qualidade, pertencentes ao receituário tradicional português, revelam do ponto de vista “histórico, etnográfico, social e técnico, evidenciando os valores de memória, antiguidade, autenticidade, singularidade ou exemplaridade” o que lhes permite justificar o estatuto de património cultural.


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