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Era para ser antes, mas atraso não permite que o novo hospital desta cidade abra portas antes de 2026

Era para ser antes, mas atraso não permite que o novo hospital desta cidade abra portas antes de 2026
Forever Young com Lusa

A entrada em funcionamento do novo Hospital Central do Alentejo, em construção em Évora, foi novamente adiada, agora para o primeiro semestre de 2026, devido a atrasos nas obras, indicou hoje o Governo.

Numa resposta a questões colocadas pela agência Lusa através de correio eletrónico, o Ministério da Saúde referiu que, quando o novo Governo assumiu funções, em abril, “houve a perceção de que as obras estavam muito atrasadas”.

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Este atraso na empreitada “levou a que a nova data para a entrada em funcionamento do Hospital Central do Alentejo se prolongasse para a primeira metade de 2026”, limitou-se a adiantar a tutela.

A anterior data prevista para a conclusão da construção da futura unidade hospitalar era fevereiro de 2025.

O jornal Público noticiou, esta semana, que o Governo já tinha assumido que “a obra não ficará pronta antes do primeiro trimestre de 2026” e que faltavam as verbas para a Câmara de Évora avançar com as expropriações dos terrenos para as acessibilidades.

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Além dos atrasos na empreitada, contactado pela Lusa, o presidente do município, Carlos Pinto de Sá, lembrou que, tal como já alertou várias vezes, ainda não foi alterado um protocolo para que a autarquia assuma as competências pelas expropriações, nem foram transferidas as verbas.

O autarca alentejano disse ter informado a secretária de Estado da Gestão da Saúde, Cristina Vaz Tomé, durante a transição do anterior para o atual Governo, da necessidade de ser alterado o protocolo assinado entre a câmara e o anterior Executivo.

“É necessário alterar o protocolo para que as competências da expropriação dos terrenos possam ser assumidas pela câmara”, pois eram da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, “o que implica também a transferência das verbas para a expropriação”, assinalou.

Segundo Pinto de Sá, o município reuniu-se, há cerca de um mês, com a ARS do Alentejo e, nesse encontro, “foi acordado um texto para alteração ao protocolo”, estando a autarquia a aguardar, desde então, que “seja formalizado esse acordo”.

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“Enfim, está tudo preparado para avançarmos, incluindo os contactos com os proprietários, mas, formalmente, para fazermos as notificações, precisamos que essa competência nos seja atribuída”, sublinhou.

De acordo com o presidente do município, a alteração ao protocolo também inclui uma atualização dos valores relativos às acessibilidades e à rede de abastecimento de água e saneamento, a qual “também já tinha sido acordada”.

Pinto de Sá precisou que a autarquia prevê que sejam necessários “10,7 milhões de euros mais IVA [Imposto sobre Valor Acrescentado] para as acessibilidades e 2,2 milhões de euros mais IVA para a rede de abastecimento de água e saneamento”.

Neste caso, acrescentou, a taxa do IVA é de 6%.

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A conclusão das obras do novo hospital já teve várias datas anunciadas, como o final de 2023 ou início de 2024, final de 2024, fevereiro de 2025 e, agora, primeiro semestre de 2026.

Envolvendo um investimento superior a 200 milhões de euros, o futuro hospital deverá ter 360 camas em quartos individuais, o que pode ser aumentado, se necessário, até 487, 11 blocos operatórios, três dos quais para atividade convencional, seis para ambulatório e dois de urgência, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro, entre outras valências.