O atum enlatado é uma escolha popular para aumentar o consumo semanal de peixe, pois pode ser armazenado durante um período de tempo maior e é mais barato do que o peixe fresco.
No entanto, nem todas as conservas são iguais, nem é a mesma coisa comê-las ao natural, em azeite ou em conserva. Isso deve-se à presença de mercúrio em peixes como o atum, considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um dos 10 produtos químicos de maior preocupação para a saúde pública global.
A pergunta mais frequente é qual a quantidade recomendada para o consumo devido ao seu alto teor de mercúrio.
A médica e endocrinologista Isabel Viñas postou na sua conta no TikTok qual é o mais recomendado e qual tem o menor teor de mercúrio.
«Se quisermos minimizar a ingestão de mercúrio, a melhor opção será o atum enlatado no seu estado natural», refere, acrescentado que «qualquer meio gorduroso, seja azeite extravirgem, óleo de girassol ou óleo em conserva, aumenta sempre a concentração de mercúrio».
A especialista acrescentou que «estima-se que o atum em óleo de qualquer tipo tenha entre oito e 10 microgramas a mais de mercúrio do que o atum no seu estado natural», pelo que recomenda, «se for consumir o atuma em azeite é recomendado retirá-lo da lata e temperá-lo com azeite de oliva extravirgem».
A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) estabeleceu que a ingestão semanal máxima de mercúrio é de 1,3 microgramas por quilo.