A romã é um símbolo do renascimento e da fertilidade, e sabe-se agora que é também um dos frutos mais ricos em determinados compostos como os elagitaninos. A boa fama não é por acaso e um estudovem comprovar as suas capacidades.
Os elagitaninos, quando em contacto com um metabólito produzido pela flora intestinal (urolitina A), podem aumentar a renovação das mitocôndrias, que são responsáveis pela geração de energia dentro das células humanas. Os mecanismos celulares começam a diminuir quando chegamos aos 50 anos, embora se saiba que algumas dessas células duram mais do que outras.
Além deste “poder”, este estudo descobriu ainda que a fruta proporciona um efeito que evita a deterioração muscular associada à idade. Este benefício, todavia, foi constatado com a ingestão de sumo natural extraído da fruta, ou pelo seu consumo natural. Por isso, pode esquecer os suplementos e outros produtos processados. O aumento da expectativa de vida das cobaias utilizadas no estudo foi de 100 por cento.
Isto porque, de acordo com o estudo, os «efeitos observados em biomarcadores mitocondriais mostram que o composto induz uma assinatura molecular da melhoria da saúde celular e mitocondrial após o consumo oral regular em humanos».
Qual a quantidade necessária para aproveitar este poder das romãs?
Cada intestino funciona de forma diferente, o que significa que a quantidade de urolitina A que cada pessoa produz varia, dependendo do seu próprio microbioma. Portanto, é preciso aguardar por mais estudos para se descobrir a quantidade de fruta que precisa de ser consumida para garantir mais anos de vida.
Fique a saber ainda que existem outros potenciadores da urolitina A, tais como as castanhas e as frutas vermelhas.