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No crédito à habitação a taxa mista é melhor do que a fixa ou a variável?

Sempre que contrata um crédito, seja de habitação, pessoal, automóvel ou para qualquer outra finalidade, vai ser confrontado com uma decisão: escolher o tipo de taxa de juros.

26 Outubro 2022
Forever Young com ComparaJá.pt

As opções são a taxa mista, fixa ou variável. Descubra as diferenças e saiba como escolher a melhor para a sua situação atual.

Taxa mista, fixa ou variável: quais as diferenças?
As taxas mista, fixa ou variável apresentam características distintas, pelo que podem gerar alguma indecisão na hora de contratar um crédito. Passamos a explicar as vantagens e desvantagens de cada uma delas, para que possa tomar a melhor decisão.

Taxa mista
Nos empréstimos contraídos a taxa fixa, a taxa de juro é, num determinado momento, fixa, e noutro, variável. Isto significa que pode escolher um período de tempo em que vigora a fixa, e outro em que passa a vigorar a taxa variável. Assim, poderá beneficiar das vantagens (e riscos) dos dois tipos de taxa.

Por exemplo, poderá iniciar o seu crédito habitação com uma taxa fixa a 5 anos, onde pagará sempre a mesma prestação, e depois ter o seu empréstimo indexado à taxa variável. Depois dos 5 anos passados, sua prestação passará a ser revista conforme as variações da taxa Euribor.

Taxa fixa
Nos créditos contraídos a taxa fixa, a taxa de juro mantém-se sempre igual durante todo o prazo do contrato. Isso significa que a sua prestação mensal também se vai manter inalterada, mesmo que a taxa Euribor suba ou desça. Assim, poderá beneficiar de uma maior estabilidade, sem sofrer oscilações do mercado, sabendo sempre qual é o valor fixo que paga todos os meses.

Contudo, em regra, a prestação de um empréstimo a taxa de juro fixa é mais elevada do que a prestação indexada à Euribor. A segurança de não ver a sua prestação aumentada tem, portanto, um custo. O valor da taxa fixa, normalmente, é estipulado pela entidade de crédito considerando a taxa fixa que já se pratica nos principais bancos europeus.

Taxa variável
Nos créditos contraídos a taxa fixa, a taxa de juro varia de acordo com as oscilações da Euribor. Isto significa que a sua prestação mensal pode variar – quando a Euribor subir, paga mais e, quando a Euribor descer, paga menos.

Este cenário é, por natureza, mais imprevisível e, por isso, poderá trazer algumas surpresas. Contudo, estas oscilações não serão mensais. O valor da taxa é revisto em determinados períodos, que também poderá escolher: 3, 6 ou 12 meses. Só nessas alturas é que o seu contrato de crédito é revisto e a taxa de juro é atualizada conforme o valor Euribor no mês anterior à revisão.

Taxa mista: em que casos compensa?
Em Portugal, a grande maioria dos créditos aplica a taxa de juro variável, tendo em conta o facto de a Euribor apresentar valores mínimos nos últimos períodos. Contudo, a escolha da melhor taxa reside no perfil de cada consumidor.

1. Duração do crédito: quanto mais longo, maior a proteção da taxa mista face à taxa variável
Se contratar um crédito a curto prazo, como, por exemplo, um crédito pessoal ou um crédito automóvel, pode ser vantajoso optar pela taxa variável, uma vez que, num reduzido espaço de tempo, será menos provável que a Euribor sofra oscilações expressivas que comprometam a sua prestação.

Além disso, beneficiará ainda de um valor mais baixo apenas pelo facto de ter optado pela taxa variável, uma vez que esta taxa é, por norma, mais reduzida do que a taxa fixa ou mista.

Por outro lado, se contratar um crédito mais longo e de gestão mais desafiante, como um crédito habitação, em que há maior exposição à volatilidade da Euribor, e se a estabilidade for importante para si, escolher a taxa fixa ou mista poderá ser mais benéfico. Em suma, quanto maior for o prazo, maior a probabilidade de ser impactado pela Euribor.

2. Capacidade de abatimento da dívida: paga mais por abater com a taxa fixa do que com a taxa mista
Além disso, se prevê, ao longo do prazo, a possibilidade de ir abatendo à dívida, tenha também em conta que a comissão por amortização antecipada é cerca de quatro vezes superior na taxa fixa ou mista do que na taxa variável.

É certo que o pode fazer em qualquer momento da vigência do contrato, tendo apenas de avisar o banco com, pelo menos, dez dias úteis de antecedência, mas o valor a pagar pode ser significativamente maior, dependendo do valor que vai abater.

3. Necessidades de capital no curto prazo: a taxa mista é a melhor opção para ter mais segurança no início do crédito
A taxa mista permite ao consumidor ter uma taxa fixa durante um período inicial – a definir com o banco – e, posteriormente, uma taxa variável. Assim já saberá com o que contar durante os primeiros anos do seu crédito, o que pode ser uma boa ajuda na previsibilidade e gestão orçamental.

Passado o prazo contratado de taxa fixa, a mensalidade passa a ser calculada com base na taxa variável, sujeita às variações da Euribor, até ao final do contrato.

Durante períodos de maior incerteza, quer do ponto de vista político, social e mundial, quer do ponto de vista pessoal e profissional, a taxa mista pode ser vista com bons olhos. Se a Euribor subir drasticamente ou se o panorama político estiver a atravessar um período mais conturbado, poderá estar tranquilo durante alguns anos com uma taxa mista.

4. Potencial de renegociação do crédito: pode sempre alterar a taxa mista
Se já tem um crédito em vigor, saiba que poderá a qualquer momento alterar o regime de taxa de juro durante o contrato. Poderá entrar em contacto com o seu banco a pedir uma negociação do crédito, e um dos termos negociáveis é, precisamente, a taxa de juro. Se for possível chegar a acordo entre o cliente e o banco, o crédito passará a ser regido pela taxa de juro que for mais vantajosa para si.

Comparar propostas de crédito habitação
Para concluir qual é a melhor opção para si, é essencial simular várias possibilidades. Pondere cuidadosamente todas as condições que cada entidade está disposta a oferecer-lhe e avalie o cenário em que se sentirá mais confortável.

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