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Os rendimentos dos portugueses estão a crescer, mas há um abrandamento neste aspeto tão importante para todos

Os rendimentos dos portugueses estão a crescer, mesmo com a inflação, mas há um abrandamento no ritmo das melhorias salariais, continuando a existir proximidade entre o salário médio e mínimo.

21 Agosto 2024
Forever Young com Lusa
Cooking pan and full of money isolated on white Background

Segundo os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) na semana passada, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador (por posto de trabalho) aumentou 6,4% para 1640 euros no segundo trimestre, face ao período homólogo. Em termos reais, ou seja, descontando a inflação, a subida foi de 3,6%.

Este número representa um abrandamento face ao trimestre anterior, terminado em Março, quando a subida real foi de 4,2% relativamente ao período homólogo.

Para o economista João César das Neves, «ainda é cedo para falar de tendências» e afirmar se este abrandamento vai continuar, mas a evolução «mostra uma conjuntura pouco segura», indica à Lusa.

Já Gonçalo Pina, professor associado de economia internacional na ESCP Business School, em Berlim, acredita que esta evolução «é mais um sinal do abrandamento em curso», ainda que seja «natural depois de uns trimestres acima do esperado».

«O mais crucial é mesmo perceber a que nível o crescimento dos salários vai estabilizar, ou seja, quais as perspectivas de médio longo prazo da economia portuguesa», defende o economista, já que ainda é incerto, mas «provavelmente será abaixo dos valores do último ano».

A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, já tinha sinalizado que não se contenta que exista «um grande nível de contratos sem termo, se esses contratos correspondem a um nível remuneratório muito baixo».

«Não me contento que tenhamos todos direito ao salário mínimo, quando a diferença face ao salário médio em Portugal é muito pequena. Isto não devia ser assim», afirmou, numa apresentação no Centro de Relações Laborais em Julho.

Se olharmos para a remuneração bruta base mensal média por trabalhador, que apenas diz respeito ao vencimento base, esta aumentou 6,4%, passando de 1142 euros em Junho de 2023 para 1214 euros em Junho de 2024.

Comparando este número com o salário mínimo, que actualmente é de 820 euros, a diferença é de 394 euros. Desta forma, o salário mínimo corresponde a cerca de 67% do salário médio em Portugal, sendo que tanto em 2023 como 2022 foi de 66%.

Existem também diferenças entre os vários sectores de actividade, sendo que em alguns o valor é bastante próximo do mínimo. Segundo os dados do INE para o segundo trimestre, na agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca, a remuneração base média foi de 810 euros, enquanto nas actividades administrativas e dos serviços de apoio foi 841 euros.

De destacar ainda o alojamento, restauração e similares, cuja remuneração bruta base média foi de 872 euros, bem como a construção, onde o valor base médio foi de 971 euros.

No extremo oposto encontra-se o sector da electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio, cuja remuneração bruta base foi de 2545 euros, seguindo-se as actividades dos organismos internacionais e outras instituições extra-territoriais, com um valor base de 2117 euros.

A estes valores base ainda acrescem depois valores como os subsídios de alimentação, que variam consoante as empresas.

De acordo com os dados mais recentes disponíveis, de 2023, cerca de um quinto dos trabalhadores em Portugal recebia o salário mínimo.

Já o valor do salário mínimo para o próximo ano é ainda incerto, sendo que o previsto no acordo plurianual de valorização dos rendimentos é uma subida para 855 euros, mas está marcada para Setembro uma reunião do Governo com os parceiros sociais para discutir este tema.

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