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Pensa demais? Cuidado, médicos alertam que pode causar fadiga

Pensa demais? Cuidado, médicos alertam que pode causar fadiga
Sandra M. Pinto

Afinal não é só trabalho físico que cansa. O mental também.

De acordo com um estudo publicado na revista científica Current Biology, «ficar sentado a pensar durante muitas horas pode fazer com que a pessoa se sinta esgotada».

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De acordo com os investigadores «quando o trabalho cognitivo intenso acontece durante várias horas, faz com que subprodutos potencialmente tóxicos se acumulem na parte do cérebro conhecida como córtex pré-frontal. Isso altera o controle que a pessoa tem sobre as decisões, fazendo com que opte por ações de baixo custo de energia ou que não exijam esforço, levando à fadiga», avança o Neuroscience.

«Algumas teorias sugeriam que a fadiga é uma espécie de ilusão inventada pelo cérebro para fazer parar o que estamos a fazer e optarmos por uma atividade mais gratificante. As nossas descobertas mostram que o trabalho cognitivo resulta numa verdadeira alteração funcional. Então a fadiga seria de fato um sinal que nos faria parar de trabalhar, mas com um propósito diferente: preservar a integridade do funcionamento do cérebro», explica Mathias Pessiglione, da Universidade Sorbonne, na França, e um dos autores do estudo.

Enquanto as máquinas podem trabalhar continuamente, o cérebro não consegue. Os cientistas suspeitavam que isso acontecia pela necessidade de reciclar substâncias potencialmente tóxicas que surgem da atividade neural.

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Usaram um exame chamado espectroscopia de ressonância magnética para monitorar a química do cérebro ao longo de um dia de trabalho e analisaram dois grupos de pessoas: as que precisavam de pensar muito e as que tinham tarefas cognitivas relativamente mais fáceis.

Encontraram sinais de fadiga, incluindo dilatação reduzida da pupila, apenas no grupo que fazia trabalho mental “pesado”.