5 mitos antigos (e curiosos) sobre a bandeira americana que provavelmente desconhece

Existem diversas histórias e teorias que simplesmente não correspondem à verdade dos factos.

A bandeira americana é provavelmente um dos símbolos mais reconhecidos em todo o mundo. As estrelas e as listras vermelhas são não apenas o símbolo da nação americana, mas são também em geral uma representação do mundo ocidental e da democracia.

A primeira versão oficial desta bandeira era composta por 13 estrelas e 13 faixas horizontais e foi apresentada em 1777. Foi apenas em 1960, no ano em que o Alaska e o Hawaii se tornaram estados, que passaram a existir 50 estrelas na bandeira.

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Cada uma das faixas representa uma das originais 13 colonias que declararam independência do Reino Unido e formaram os Estados Unidos da América. O vermelho simboliza resistência e coragem, o branco simboliza a pureza e inocência, e o azul representa vigilância, perseverança e justiça.

Ao longo dos tempos muitas lendas e histórias pouco fidedignas foram sendo contadas sobre a bandeira. Estes mitos foram evoluindo ao longo das décadas, mas muitos deles permanecem ainda intactos. Eis 5 dos mais curiosos, assim como toda a verdade por detrás dos mesmos.

 

Mito #1: A bandeira sempre teve estrelas e faixas

Contrariamente ao que muitos podem pensar este nem sempre foi o “visual” da bandeira americana. Em 1775 uma outra versão original desta bandeira havia sido usada pelas colónias, que continha as faixas vermelhas, mas que adotava ainda as cruzes da bandeira do Reino Unidos no seu canto superior esquerdo. Esta bandeira foi sobretudo usada para permitir o reconhecimento entre navios. Apenas em 1777 o Congresso decretou o uso oficial da bandeira com as estrelas e listras.

Mito #2: É ilegal queimar a bandeira

Atualmente não é ilegal queimar a bandeira dos EUA. Em 1989 o conhecido caso “Texas v. Johnson” ficou marcado pela decisão do Supremo Tribunal que registou a profanação da bandeira como um ato de discurso e protesto livre, protegido pela Constituição. Até ao momento desta decisão judicial era de facto considerado ilegal queimar a bandeira. Muitas pessoas ainda o consideram assim e desde então têm existido alguns esforços pouco frutíferos para tentar voltar a ilegalizar este ato.

Mito #3: Uma bandeira que toca no chão tem que ser destruída

De acordo com o documento federal que apresenta o código de conduta para o uso e aplicação da bandeira, esta nunca deve tocar no chão, terra ou água. Isto levou muitas pessoas a acreditar que mal uma bandeira toque na superfície então tem que ser destruída. Isto não corresponde à verdade. A única razão para destruir uma bandeira é se ela já não estiver em condições para ser exibida. Nestes casos a queima é o método de destruição preferencial.

Mito #4: Betsy Ross criou a primeira bandeira

Reza a lenda que foi a cidadã americana Betsy Ross que cozeu a primeira bandeira dos Estados Unidos da América. Segundo a história que o neto William Canby contou, um dia em 1976 o general George Washington visitou a loja de Ross. Ela aproveitou a visita para aconselhar a modificação da forma e colocação das estrelas na bandeira, apresentado uma imagem de como deveria ser a versão final.

Apesar de popular, não existem quaisquer evidências que comprovem esta história que passou a ser contada de geração em geração como forma de apresentar um exemplo patriótico feminino, capaz de inspirar as novas gerações de raparigas. O verdadeiro criador original da bandeira continua a ser um mistério.

Mito #5: A bandeira tem que ser sempre dobrada num triângulo antes de guardar

A regra de dobrar a bandeira em forma de triângulo apenas exibindo a cor azul e as estrelas é apenas uma tradição e não propriamente uma regra oficial do Código da Bandeira. As bandeiras que estão colocadas em postes são dobradas de uma forma inteiramente diferente, por exemplo. Nestes casos o tecido é simplesmente enrolado em torno do posto, para facilitar o transporte e manutenção.

 

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