<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Próteses dentárias: os cuidados que evitam feridas e infecções

Próteses dentárias: os cuidados que evitam feridas e infecções
Maria Isadora Ribeiro

Uma prótese mal ajustada magoa, dificulta a alimentação e pode causar infecções. E, ao contrário do que muita gente pensa, quem usa dentadura também precisa de ir ao dentista.

Em Portugal, muitas pessoas com mais de 65 anos usam prótese dentária, total ou parcial. É um equipamento que devolve a mastigação, a fala e a confiança para sorrir, mas que exige cuidados diários, e é aí que costuma falhar.

Escolha a Forever Young como fonte preferida no Google Escolher ›

Limpar todos os dias, e não só com água

As próteses acumulam placa bacteriana como os dentes naturais. Devem ser escovadas duas vezes por dia, com escova própria, mais macia e de cerdas maiores, e com sabão neutro, detergente próprio ou pasta específica para próteses. As pastas dentífricas comuns são abrasivas e criam microriscos onde as bactérias se instalam.

Convém escovar sobre uma toalha ou com o lavatório cheio de água: uma prótese que cai numa bancada de pedra parte com facilidade.

Tirar à noite

Salvo indicação contrária do médico dentista, a prótese deve ser retirada durante a noite. A gengiva precisa de descansar da pressão e a boca precisa de saliva a circular. Dormir com prótese está associado a maior risco de inflamação da mucosa e de infecções por fungos, e também a pneumonia por aspiração em pessoas mais frágeis.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Durante a noite, guarde-a limpa, em água ou na solução recomendada, num recipiente próprio. Água a ferver deforma o acrílico.

Não esquecer a boca

Mesmo quem já não tem dentes precisa de limpar a boca: escovar suavemente gengivas, língua e céu da boca com uma escova macia ou com uma compressa húmida, todos os dias, reduz bactérias e mantém os tecidos saudáveis.

Sinais de que alguma coisa não está bem

Feridas que não saram em poucos dias, dor ao mastigar, prótese que salta ou range, mau hálito persistente, manchas brancas ou vermelhas na mucosa, sangramento. Nenhum destes sinais deve ser aceite como normal, e nenhum se resolve com mais cola adesiva.

O uso continuado de adesivos para compensar uma prótese folgada é um erro comum: mascara o problema enquanto o osso continua a reabsorver-se, tornando o ajuste futuro mais difícil.

Continue a ler após a publicidade

Consultas, mesmo sem dentes

As próteses devem ser reavaliadas periodicamente, porque a gengiva e o osso mudam com o tempo e o encaixe deixa de servir. O médico dentista pode fazer um rebasamento, que readapta a base da prótese, em vez de obrigar a uma nova.

Além disso, a consulta serve para vigiar os tecidos da boca. O cancro oral é mais frequente depois dos 60 anos, sobretudo em fumadores e em quem consome álcool, e é frequentemente detectado por acaso numa observação de rotina.

Os primeiros dias com prótese nova

Uma prótese nova precisa de tempo de adaptação. Nos primeiros dias, é normal sentir excesso de saliva, dificuldade em falar e alguma insegurança a comer. Começar por alimentos macios cortados em pedaços pequenos, mastigar dos dois lados ao mesmo tempo e ler em voz alta durante alguns minutos por dia ajudam a acelerar a adaptação.

Onde é mais barato

O cheque-dentista do Serviço Nacional de Saúde abrange alguns grupos, incluindo utentes beneficiários do complemento solidário para idosos, e pode ser pedido no centro de saúde. Há ainda faculdades de medicina dentária e clínicas universitárias que oferecem tratamentos a preços reduzidos, com marcação prévia e listas de espera, mas com acompanhamento supervisionado.

Continue a ler após a publicidade