Despertar várias horas antes do previsto e não conseguir voltar a dormir é um problema mais comum do que se pensa. Esta situação está associada à insónia de despertar precoce, uma perturbação que afeta em particular pessoas acima dos 50 anos. Segundo a Sleep Foundation, trata-se de uma das formas mais frequentes de insónia.
Para além da idade, fatores como stress, ansiedade, dor crónica ou alterações hormonais podem explicar este padrão de sono. O resultado é um descanso fragmentado, que compromete a energia e o bem-estar durante o dia.
Impacto na saúde
Dormir menos horas do que o necessário tem consequências na memória, na concentração e até no sistema imunitário. A Direção-Geral da Saúde alerta que a privação de sono aumenta o risco de hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares — problemas já comuns a partir da meia-idade.
Alterações emocionais
Para além das repercussões físicas, a insónia precoce pode também agravar sintomas de ansiedade e depressão. Acordar demasiado cedo, dia após dia, provoca frustração e pode levar a um ciclo vicioso de preocupação e cansaço.
Estratégias que ajudam
A boa notícia é que existem formas de melhorar a qualidade do sono sem recorrer de imediato a medicação. Algumas medidas simples podem fazer a diferença:
- Estabelecer horários regulares para deitar e acordar.
- Evitar cafeína e álcool nas horas que antecedem o sono.
- Manter o quarto escuro, silencioso e com temperatura agradável.
- Praticar atividade física moderada durante o dia, mas não à noite.
- Usar técnicas de relaxamento, como respiração profunda ou meditação.
Quando procurar ajuda
Se os despertares precoces persistirem durante várias semanas e começarem a afetar seriamente a qualidade de vida, é importante falar com o médico. O Serviço Nacional de Saúde disponibiliza consultas de sono e terapias específicas que podem ser indicadas antes da prescrição de fármacos.
Um sono mais reparador é possível
Acordar cedo demais não precisa de ser uma inevitabilidade da idade. Com pequenas mudanças de hábitos e, quando necessário, acompanhamento especializado, é possível recuperar noites tranquilas. Para quem tem mais de 50 anos, investir no sono é investir diretamente na saúde e no bem-estar do dia a dia.










