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Dormir com a ventoinha ligada pode parecer refrescante, mas especialistas alertam para os riscos para a saúde

17 Junho 2025
Forever Young

Com a chegada dos dias mais quentes, muitos procuram formas de combater o calor durante a noite.

Em Portugal, onde o ar condicionado ainda não é uma presença comum nos lares — tal como acontece no Reino Unido, onde apenas 5% das casas têm AC — recorrer a truques como lençóis no congelador, jarras de água gelada ou ventoinhas à cabeceira tornou-se prática habitual.

Mas atenção: aquilo que parece ser um alívio imediato pode estar a prejudicar a sua saúde. Um especialista em saúde veio agora alertar para os potenciais riscos de dormir com uma ventoinha ligada toda a noite.

Em entrevista ao site LADbible, Naheed Ali, especialista em saúde e colaborador sénior da Vera Clinic, explicou que, embora as ventoinhas ajudem a arrefecer a pele ao acelerar a evaporação do suor, o uso contínuo durante a noite pode causar “stress oculto no organismo”.

Segundo o médico, o fluxo de ar constante pode secar as vias respiratórias, provocando desidratação, garganta seca e uma sensação de desconforto logo ao acordar. “As vias aéreas secas produzem muco mais espesso, que pode prender alergénios e partículas irritantes junto aos tecidos sensíveis”, explicou Ali. Este cenário pode levar a tosse persistente, rouquidão ou congestão nasal que se arrasta ao longo do dia.

O problema agrava-se para pessoas com alergias ou asma. Dormir com a ventoinha ligada pode fazer com que o ar mexa partículas invisíveis de poeira, pelos, pólen ou fibras dos têxteis, que ficam em suspensão e entram mais profundamente nas vias respiratórias.

“É comum que quem sofre de asma ou alergias leves acorde com o peito apertado ou espirros frequentes depois de uma noite com a ventoinha ligada”, referiu o médico.

Ali destacou ainda que a exposição prolongada ao ar frio pode causar rigidez muscular. A queda de temperatura nos tecidos leva o corpo a responder com contrações musculares defensivas, o que pode resultar em dores no pescoço ou ombros ao acordar.

“O arrefecimento dos músculos faz com que estes se contraiam como mecanismo de defesa, e essa tensão pode durar até que um duche quente ou alongamentos suaves restabeleçam a circulação normal”, afirmou.

Se a ventoinha é, para si, um elemento indispensável nas noites quentes, Ali deixa algumas recomendações:

  • Use o temporizador da ventoinha, para que esta funcione apenas durante os primeiros 90 minutos de sono — o tempo médio de um ciclo completo.

  • Evite direcionar o ar diretamente para o corpo. Aponte a ventoinha para uma parede para permitir uma circulação mais suave e indireta.

  • Mantenha um copo de água à cabeceira, para hidratar a garganta caso acorde com secura.

  • Lave os lençóis semanalmente e substitua ou limpe regularmente os filtros de ar no quarto, para minimizar a presença de pó e alergénios.