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Imagina-se a comer insetos? Pode vir a acontecer em Portugal

26 Julho 2019
Forever Young

Cem gramas de minhocas cobrem boa parte das nossas necessidades alimentares nalguns sais minerais.

Existem aos milhares, produzem mais carne com menos recursos e fornecem nutrientes como proteína, hidratos de carbono ou cálcio. Os insetos e as algas podem ser uma alternativa alimentar a que os portugueses ainda não estão habituados, mas que alguns admitem poder vir a incluir na alimentação.

As respostas têm origem num inquérito europeu sobre a aceitação de abordagens inovadoras na produção de aves de capoeira, comissionado ao abrigo da iniciativa EIT Food, que pretende incentivar a inovação alimentar na Europa, com a nossa congénere Altroconsumo (Itália) e a Universidade de Torino. Participámos nesta iniciativa em conjunto, também, com as congéneres Test-Achats (Bélgica) e OCU (Espanha). Os participantes incluíram cidadãos da Bélgica (1024 pessoas), Itália (1018), Portugal (1000) e Espanha (937), com idades entre os 18 e os 74 anos.

O inquérito em maio de 2018 também incluía perguntas sobre o consumo de insetos ou de produtos feitos com derivados de insetos (por exemplo, pão feito com farinha de grilo).

À pergunta “alguma vez comeu insetos ou produtos feitos com derivados de insetos?”, 6% dos portugueses inquiridos respondeu que tinha comido insetos e 3% que tinha consumido produtos com derivados dos mesmos.

Quando questionados se gostaram, 22% dos portugueses que provaram insetos e 25% dos que provaram os produtos derivados responderam ter gostado bastante do sabor.

Do total de portugueses inquiridos, 94% nunca provaram insetos, mas 49% admitem estar disponíveis para experimentar. Dos 97% portugueses inquiridos que nunca provaram produtos derivados de insetos, 60% revelou estar aberto a tentar.

Ao nível de conteúdo proteico, quando se comparam insetos com as tradicionais fontes proteicas como a carne e o pescado, por exemplo, a percentagem de proteínas nos insetos pode rondar os 48% (no caso do gafanhoto), enquanto no peixe e na carne este valor atinge cerca de 20 por cento.

As minhocas são consideradas bastante nutritivas. Cem gramas podem cobrir boa parte das nossas necessidades diárias nalguns minerais, pois cobrem 20% das necessidades em cálcio, 25% em potássio, 40% em magnésio, 80% em fósforo, 100% no caso do cobre, 120% em zinco e 400% em ferro.

Desde 2015, a União Europeia simplificou a legislação relativa a novos alimentos. Segundo as novas regras, os novos alimentos vão ser sujeitos a um processo de avaliação e autorização harmonizado ao nível da União Europeia.

Desenvolvidos a partir de novas tecnologias ou processos de produção e tradicionalmente consumidos fora da União Europeia, os novos alimentos incluem, por exemplo, insetos, fungos, algas, microrganismos e alimentos constituídos por nanomateriais artificiais.

Inquérito ao abrigo da EIT Food

A EIT Food é a principal iniciativa de inovação alimentar da Europa, com o objetivo de criar um setor de alimentos sustentáveis e prontos para o futuro. É composta por um consórcio de empresas-chave do setor, startups, centros de pesquisa e universidades de toda a Europa. É uma das seis Comunidades de Conhecimento e Inovação (KIC) criada pelo Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT), um organismo independente da UE criado em 2008 para promover a inovação e o empreendedorismo.

Um dos objetivos da EIT Food é colaborar com os consumidores para desenvolver novos conhecimentos, produtos e serviços baseados na tecnologia que acabarão por proporcionar um estilo de vida mais saudável a todos os cidadãos europeus.

  • Para mais informações consulte este link