Partilhar

Medicamentos: chegam a demorar 700 dias para chegar aos doentes

plataforma Saúde em Diálogo alertou hoje para a lentidão em Portugal na disponibilização de novos medicamentos, alegando que demoram 700 dias desde que são aprovados pelo regulador europeu até chegarem aos doentes.

19 Junho 2024
Forever Young com Lusa

“Quando nos comparamos com os países de toda a Europa, estamos num mísero quinto lugar a contar do fim, com mais de 700 dias” entre o momento em que o medicamento é autorizado a entrar no mercado pela Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) até ser disponibilizado em Portugal aos doentes, adiantou à agência Lusa o presidente da plataforma.

Segundo Jaime Melancia, estes medicamentos inovadores, além de apresentarem “um acesso lento” para os doentes portugueses, quando comparado com outros países europeus, “só podem ser dispensados se foram comparticipados porque são caríssimos”.

Isso implica que a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) desenvolva uma “negociação do medicamento no sentido de vir a ser financiado pelo Estado e é este processo que demora estes dias todos”, explicou o presidente da plataforma que junta cerca de 70 associações de defesa dos doentes crónicos e de profissionais de saúde.

“Isso é demasiado tempo, quando a lei em Portugal fala em seis meses”, lamentou Jaime Melancia, ao salientar que em causa estão novos medicamentos para doenças oncológicas e crónicas, entre outras, com uma eficácia superior aos que já existem no mercado.

Na prática, os doentes estão a ser “tratados com outros medicamentos, não estão à espera deste medicamento para ser tratados, mas não estão a ser adequadamente tratados, porque existem medicamentos novos que têm mais eficácia”, explicou o presidente da Saúde em Diálogo.

Segundo referiu, a expectativa da plataforma é que esses processos de negociação de preços “demorassem um tempo razoável”, até para evitar que a indústria farmacêutica desista de colocar um novo fármaco no mercado português por o valor pretendido pelo regulador não compensar.

“Os resultados para os doentes destes novos medicamentos são melhores e estão a ser tratados com medicamentos que não estão afinados para tratar a sua patologia da melhor maneira”, realçou ainda Jaime Melancia.

Segundo o Infarmed, a avaliação de tecnologias de saúde (ATS) tem como objetivo apoiar a decisão de utilização e o financiamento dos medicamentos e dos dispositivos médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Esta decisão, de acordo com o regulador nacional, baseia-se não só nos critérios de qualidade, segurança e eficácia exigidos a todos os medicamentos, mas também na sua eficácia comparativa, eficiência e efetividade de “forma a otimizar a utilização dos recursos disponíveis”.

De acordo com o Infarmed, estes processos de financiamento por parte do Estado requerem uma “detalhada avaliação farmacoterapêutica e fármacoeconómica de forma a garantir racionalidade na comparticipação e aquisição das tecnologias de saúde”.

A inovação terapêutica em Portugal será o tema de um debate que a Plataforma Saúde em Diálogo promove quinta-feira, em Lisboa, com a participação de associações que representam as pessoas com doença crónica, do regulador, dos representantes da indústria farmacêutica e outros intervenientes da área da saúde e que pretende refletir sobre como podem os doentes estar mais envolvidos nestes processos.

O Infarmed criou o Projeto INCLUIR, para promover o envolvimento de quem tem doenças e dos seus representantes em diferentes fases desses processos de avaliação, mas Jaime Melancia defende que essa participação deve ser alargada.

“Queremos que a nossa voz seja ouvida não só num mero questionário, mas sobre as reais necessidades dos doentes e do que nos vai trazer qualidade de vida”, alegou o presidente da plataforma, para quem o “facto de um determinado medicamento vir melhorar a qualidade de vida dos doentes tem retorno para o sistema” de saúde e não representa um “acréscimo de custo para o Estado”.

PC // ZO

Lusa/Fim

Mais Recentes

«É uma injustiça, pois é», já dizia Calimero: estes são os signos mais incompreendidos

há 16 minutos

Simples e infalível: descubra o truque para fazer arroz no micro-ondas

há 36 minutos

10 dicas para um estilo de vida saudável quando se entra nos 50 anos

há 56 minutos

Nunca cometa estes erros na cozinha: a sua saúde vai agradecer

há 1 hora

Se tem mais de 65 anos e gosta de caminhar siga este plano de um mês

há 2 horas

Se tem dúvidas venha esclarecer: estas são as características das pessoas atraentes

há 2 horas

Doença Bipolar: «Não há nenhum tratamento que a cure por completo», Jacinto Azevedo, psiquiatra

há 2 horas

Opinião: «A importância da atividade física para a saúde do fígado», Paula Peixe, médica

há 3 horas

Saiba como economizar o consumo de energia usando a mudança da hora

há 3 horas

Descobrimos o creme da Mercadona perfeito para tratar os sinais de envelhecimento: custa 5 euros

há 3 horas

Óbito: Morreu o ex-ministro da Saúde e médico Paulo Mendo

há 4 horas

Reduza a conta de água esta primavera com este truque simples 

há 4 horas

O enlatado recomendado pelos nutricionistas: baixo em calorias e cheio de antioxidantes

há 4 horas

Ovos escondidos e sabores revelados: vai ser assim este almoço de Páscoa

há 5 horas

Tunísia mais próxima dos viajantes portugueses e esta é a razão

há 5 horas

Rede Trofa Saúde inaugura clínica em Marco de Canaveses

há 5 horas

Um brunch buffet e uma caça ao ovo: neste hotel a Páscoa é em família

há 5 horas

O Majestic Princess sai de doca seca com novos e renovados espaços

há 5 horas

A primavera chegou e estas são as flores ideais para ter em casa

há 6 horas

Mais de 50 anos: cuidados que deve ter ao praticar exercício físico

há 6 horas

Subscreva à Newsletter

Receba as mais recentes novidades e dicas, artigos que inspiram e entrevistas exclusivas diretamente no seu email.

A sua informação está protegida por nós. Leia a nossa política de privacidade.