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Os concelhos mais procurados para comprar e arrendar casa em cada distrito

Os concelhos mais procurados para comprar e arrendar casa em cada distrito
Fernanda M. Reis

Do Barrancos a 55 mil euros ao Sobral de Monte Agraço acima dos 400 mil, a análise do idealista mostra os contrastes do mercado de habitação de norte a sul.

Quem pensa em mudar de casa, seja para ficar mais perto dos filhos, trocar a cidade pelo interior ou simplesmente reduzir despesas, tem agora um retrato útil do mercado. O idealista analisou os municípios mais procurados em cada distrito de Portugal Continental e nas ilhas, tanto para arrendar como para comprar, com base nos dados do segundo trimestre de 2026.

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Os resultados mostram contrastes enormes, e três concelhos que lideram a procura nos dois mercados ao mesmo tempo: Vila Viçosa, Marinha Grande e Moita.

Arrendar: de Albufeira a Campo Maior

Albufeira, no distrito de Faro, é o município mais procurado com a renda mediana mais elevada da análise: 1.822 euros por mês. Seguem-se a Amadora, que lidera no distrito de Lisboa, com 1.148 euros, e Ponta Delgada, em São Miguel, com 1.075 euros. A Moita, no distrito de Setúbal, também passa a fasquia dos mil euros, com 1.021 euros mensais.

Mais abaixo aparecem o Cartaxo, o mais procurado em Santarém, com 745 euros, a Trofa, no distrito do Porto, e São Vicente, na Madeira, ambos com 850 euros. A Marinha Grande e Oliveira de Azeméis ficam nos 700 euros, e Pinhel, Paredes de Coura e Armamar nos 650 euros.

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Em Braga, o concelho mais procurado é Fafe, com 616 euros, seguido de Moura e Mirandela, ambos com 600 euros. Vila Pouca de Aguiar lidera em Vila Real com 515,5 euros, e Vila Viçosa, Arganil e Vila Velha de Ródão surgem nos 500 euros. A renda mediana mais acessível de toda a análise é a de Campo Maior, em Portalegre: 462 euros por mês.

Comprar: de Sobral de Monte Agraço a Barrancos

No mercado de compra, Sobral de Monte Agraço é o município mais procurado do distrito de Lisboa e o que apresenta o preço mediano mais alto: 404.362 euros. Seguem-se Santo Tirso, no Porto, com 371.414 euros, Vila Nova de Famalicão, em Braga, com 325.169 euros, e Santana, na Madeira, com 312.445 euros.

Entre os 200 mil e os 300 mil euros encontram-se a Moita, a Marinha Grande, Nordeste, em São Miguel, Almeirim e a Murtosa.

No extremo oposto, Barrancos, no distrito de Beja, tem o valor mediano mais baixo de toda a análise: 55.000 euros. Abaixo dos 100 mil euros aparecem ainda Penacova, Miranda do Douro, Melgaço e Alter do Chão. Entre os 100 mil e os 150 mil euros ficam Alcoutim, Murça, Almeida, Vila Viçosa, Sátão e Castelo Branco.

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Três concelhos que lideram nos dois mercados

Vila Viçosa, no distrito de Évora, é o mais procurado tanto para arrendar, com 500 euros por mês, como para comprar, com 123.000 euros. O mesmo acontece com a Marinha Grande, em Leiria, com 700 euros e 270.565 euros, e com a Moita, em Setúbal, com 1.021 euros e 273.894 euros.

O que estes números dizem a quem pensa mudar

A diferença entre o litoral e o interior continua a ser a principal variável. Com o valor de venda de um apartamento médio numa das áreas metropolitanas é possível, em muitos concelhos do interior, comprar casa e ficar com uma reserva para obras e para o dia-a-dia.

Antes de decidir, porém, convém pesar o que os números não mostram: a distância a um hospital e a um centro de saúde com médico de família, a frequência dos transportes públicos, a proximidade da família e a vida social disponível. Passar uma temporada no concelho escolhido, fora da época de férias, é o teste mais fiável.

E, para quem arrenda, os preços medianos servem de referência na negociação: uma renda muito acima da mediana do concelho merece, no mínimo, uma boa justificação.

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