Qual a relação entre inteligência a o dinheiro? Poderá a falta do segundo influenciar a primeira?

Numa altura em que a inflação sobe, vejamos o que nos revelam os especialistas.

São vários os estudo de economia comportamental que têm vindo a revelar que os esforços constantes das pessoas para terem uma vida económica mais saudável afetam de maneira significa a sua cognição, ou inteligência.

Quando acontecem imprevisto, como uma avaria no carro, ou há um aumento do custo de vida ao qual é preciso fazer face, o cérebro vê-se obrigada a arranjar uma solução. E seja ela qual for, estudos revelam que esse esforço para resolver uma situação financeira pode efetivamente ter significativas repercussões na inteligência e cognição das pessoas.

Eldar Shafir, cientista comportamenta, da universidade Princeton, nos EUA, e o economista Sendhil Mullainathan, da Universidade de Harvard explicaram esta relação no livro “Scarcity : The True Cost of Not Having Enough”. 

Os especialistas referem a expressão “banda larga mental” para ilustrar a capacidade do cérebro nestas situações. Um computador com muitos programas abertos vai ter dificuldade em processar informação.

De igual maneira, um cérebro cheio de problemas financeiros vai ficar prejudicado na sua performance. E, dizem os autores, a sobrecarga pode levar à tomada de más decisões.

«A banda larga mental é muito limitada. Muitas vezes é precisa estar focado na urgência do imediato e isso faz-se com competência: resolve-se o problema. Mas se esse movimento acontecer regularmente vai acabar por vai negligenciar outras áreas da vida», revelou Shafir à BBC.

«Se eu cometo um erro, se faço um mau investimento, se me esqueço de pagar uma taxa, é só um problema momentâneo, pois a vida segue o seu rumo. Mas as pessoas com menos capacidades financeiras estão sempre perante esses problemas, e o preço que têm de pagar é muito maior, pois elas estão de facto com a vida mais complicada o que vai afetar a sua capacidade cognitiva», acrescenta.

Como se resolve?

Para o especialista a questão apenas se resolve se forem garantidos os padrões mínimos de vida, «isso iria aliviar a sobrecarga da “banda larga mental”», afirma.

 

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