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Qual a relação entre inteligência a o dinheiro? Poderá a falta do segundo influenciar a primeira?

Qual a relação entre inteligência a o dinheiro? Poderá a falta do segundo influenciar a primeira?
Sandra M. Pinto

Numa altura em que a inflação sobe, vejamos o que nos revelam os especialistas.

São vários os estudo de economia comportamental que têm vindo a revelar que os esforços constantes das pessoas para terem uma vida económica mais saudável afetam de maneira significa a sua cognição, ou inteligência.

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Quando acontecem imprevisto, como uma avaria no carro, ou há um aumento do custo de vida ao qual é preciso fazer face, o cérebro vê-se obrigada a arranjar uma solução. E seja ela qual for, estudos revelam que esse esforço para resolver uma situação financeira pode efetivamente ter significativas repercussões na inteligência e cognição das pessoas.

Eldar Shafir, cientista comportamenta, da universidade Princeton, nos EUA, e o economista Sendhil Mullainathan, da Universidade de Harvard explicaram esta relação no livro “Scarcity : The True Cost of Not Having Enough”. 

Os especialistas referem a expressão “banda larga mental” para ilustrar a capacidade do cérebro nestas situações. Um computador com muitos programas abertos vai ter dificuldade em processar informação.

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De igual maneira, um cérebro cheio de problemas financeiros vai ficar prejudicado na sua performance. E, dizem os autores, a sobrecarga pode levar à tomada de más decisões.

«A banda larga mental é muito limitada. Muitas vezes é precisa estar focado na urgência do imediato e isso faz-se com competência: resolve-se o problema. Mas se esse movimento acontecer regularmente vai acabar por vai negligenciar outras áreas da vida», revelou Shafir à BBC.

«Se eu cometo um erro, se faço um mau investimento, se me esqueço de pagar uma taxa, é só um problema momentâneo, pois a vida segue o seu rumo. Mas as pessoas com menos capacidades financeiras estão sempre perante esses problemas, e o preço que têm de pagar é muito maior, pois elas estão de facto com a vida mais complicada o que vai afetar a sua capacidade cognitiva», acrescenta.

Como se resolve?

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Para o especialista a questão apenas se resolve se forem garantidos os padrões mínimos de vida, «isso iria aliviar a sobrecarga da “banda larga mental”», afirma.