Treine a mente para comer menos

Estudo norte-americano testou práticas simples que podem ajudar a fazer escolhas mais saudáveis no que toca à alimentação.

Comer em excesso é um problema em crescimento, atual e perigoso, um pouco por todo o mundo. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 2 mil milhões de adultos, em todo o mundo, sofrem de obesidade, e esses números triplicaram desde 1975.

Contudo, o consumo de dietas saudáveis ou a diminuição de peso são objetivos, que podem ser facilitados pelo modo como encaramos os alimentos. Quem o garante são investigadores da Universidade Yale, nos Estados Unidos. Estes especialistas realizaram um estudo, em que testaram algumas simples técnicas sobre alimentação e escolha alimentar, que podem aumentar a quantidade de escolhas saudáveis entre 5 e 11 por cento.

Assim, os cientistas solicitaram aos voluntários que olhassem, por seis segundos antes de uma refeição, negativamente para um tipo de comida, concentrando-se nos aspetos negativos, desde o gosto e textura ao impacto na saúde. Os investigadores classificaram o desejo dos participantes por esses alimentos, 20 por cento inferior, comparativamente, ao de pessoas que não foram submetidas àquele treino.

Também foi realizada a experiência oposta, em que foi requerido às pessoas, durante o mesmo período de tempo antes das refeições, que pensassem positivamente sobre alimentos saudáveis. Neste caso, o desejo por alimentos saudáveis aumentou em 14 por cento.

Outra técnica implementada neste estudo teve o objetivo de classificar o impacto do treino mental na escolha de alimentos saudáveis. Deste modo, os participantes da pesquisa foram confrontados, através de textos e vídeos, com os prejuízos da ingestão de um tipo de comida. Posteriormente, observou-se que os indivíduos tinham 7,6 por cento mais hipóteses de escolher uma opção positiva para o organismo.

Os investigadores, ainda, deram conferências e informações sobre os benefícios do consumo de alimentos saudáveis. Neste derradeiro ensaio, os voluntários também tiveram respostas tendencialmente positivas com um crescimento de 5,4 por cento na probabilidade de escolha de alimentos saudáveis. No geral, as pessoas que realizaram a experiência dirigida pela Universidade de Yale fizeram refeições, em média, com 107 calorias a menos.

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