Vai de férias para um destino tropical? Não corra riscos (siga estes conselhos)

Visitar destinos exóticos é uma delícia, mas pode trazer sérios riscos à saúde. Saiba o que pode acontecer nas suas próximas férias e como se prevenir.

Os destinos exóticos escondem, muitas vezes, condições sanitárias deficientes e microrganismos que podem causar desde as incómodas diarreias a doenças graves, como malária e febre-amarela. Se viajar sobretudo para países da África, Ásia ou América do Sul, deve fazer a consulta do viajante, pelo menos um mês antes. Encontra-a nos centros de saúde e hospitais públicos e também no privado.

Início

Em muitos destinos exóticos é exigida a vacina da febre-amarela e, dependendo da zona, poderá ser necessário tomar a das hepatites A e B. Nalguns destinos de África e Ásia, é recomendado o reforço da vacina da poliomielite e a da cólera, neste caso, se houver surto. A vacina da raiva é indicada se estiver em contacto próximo com animais.

Vacinas recomendadas na consulta do viajante
África norte Tifóide
Raiva
Hepatites A e B
central Tifóide
Meningite
Raiva
Poliomielite
Febre amarela
Hepatites A e B
sub-sariana Tifóide
Poliomielite
Raiva
Hepatites A e B
Ásia médio oriente Meningite
Raiva
Tifóide
Hepatites A e B
China Tifóide
Hepatites A e B
India e sudoeste Tifóide
Encefalite japonesa
Raiva
Poliomielite
Hepatites A e B
América central Raiva
Hepatites A e B
sul Febre amarela (algumas regiões no Brasil e Venezuela)
Raiva
Hepatites A e B
Europa central Encefalite transmitida por carraças

 

Utente prevenido

Quando for à consulta, leve o boletim de vacinas e vá preparado para fornecer detalhes sobre a viagem: duração, itinerário, zona rural ou urbana, características do alojamento, transporte, atividades a desenvolver, se as refeições são por sua conta ou fazem parte do pacote de viagem e se a deslocação deve-se a trabalho ou lazer, entre outros.

Os destinos exóticos escondem, muitas vezes, condições sanitárias deficientes e microrganismos que podem causar desde as incómodas diarreias a doenças graves, como malária e febre-amarela.

O médico poderá ainda questioná-lo sobre os seus antecedentes de saúde: doenças, cirurgias e medicamentos que toma habitualmente.

Cuidados vitais

Na consulta, informe-se sobre as medidas a tomar antes, durante e após a viagem: além das vacinas, quais os cuidados a ter com a higiene pessoal, a água e os alimentos e os produtos a levar no estojo de primeiros socorros.

Poderá ainda obter informações sobre a assistência médica e condições de segurança no destino, bem como alguns sintomas que devem levá-lo ao médico. Entre estes, estão a febre e a diarreia.

Os doentes crónicos, grávidas, idosos e crianças exigem cuidados especiais. Nalgumas situações, é preciso um relatório do médico a indicar as limitações do doente, para receber a assistência necessária. É o caso de doentes com problemas respiratórios ou cardíacos, que podem precisar de oxigénio no avião.

Por fim, pode ser aconselhado a voltar à consulta ou a falar com o seu médico de família logo que regresse, para verificar se tudo está bem. Esta consulta é obrigatória em caso de febre, sobretudo em caso de diarreia, lesões na pele ou outros sinais que considere estranhos.

 

Conselhos úteis

  • Junte um estojo de primeiros socorros à bagagem para fazer face a pequenos problemas, com antissético, pensos rápidos e ligaduras.
  • Leve protetor solar, repelente de insetos (de preferência, com DEET na composição), soluções reidratantes e analgésicos.
  • Use apenas água engarrafada ou fervida para beber, lavar os dentes e a cara.
  • Nunca tome refrescos com gelo e coma apenas fruta descascada por si.
  • Evite mariscos, alimentos crus ou mal passados.
  • Para proteger-se dos mosquitos, sobretudo a partir do entardecer, use vestuário com mangas compridas, calças, meias e sapatos fechados. Evite produtos de higiene muito perfumados.
  • Verifique o interior dos sapatos antes de os calçar.
  • É aconselhável contratar um seguro de viagem, dado que os serviços de saúde nem sempre estão bem organizados e os cuidados médicos podem ser escassos. Se houver um acidente, pode não ter a assistência necessária e a repatriação, em geral, é difícil e cara.

– Para mais informações consulte este link

 

 

 

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