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Museu Nacional da Música encerra em outubro e vai para uma “casa” nova

Forever Young

O Museu Nacional da Música está a funcionar em instalações de caráter provisório, há 30 anos, na estação do Metropolitano do Alto dos Moinhos, em Lisboa.

O Museu Nacional da Música vai encerrar definitivamente em Lisboa no dia 02 de outubro, para se mudar para o Palácio Nacional de Mafra, anunciou a Direção-Geral do Património Cultural, que prevê a abertura no fim de 2024, avança a Lusa.

“O novo espaço, com previsão de abertura no último trimestre de 2024, permitirá duplicar o número de peças em exposição, de 250 para 500, acolhendo um acervo de mais de 1.300 instrumentos musicais do século XVI ao XXI, a par de espólios de partituras, fonogramas, iconografia e documentação variada”, indicou hoje a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), em comunicado.

Durante este período, o museu vai levar a cabo uma “intervenção exaustiva de conservação e restauro dos instrumentos musicais”, no valor de 300 mil euros, a começar pela higienização do acervo.

Assim, o Dia Mundial da Música, em 01 de outubro, vai ter um significado diferente do habitual para o museu, que vai acolher, antes de encerrar em Lisboa em definitivo, dois concertos de entrada livre: às 11:00, a pianista Marta Menezes vai interpretar obras de Óscar da Silva, Artur Santos e António Fragoso, enquanto às 15:00, a flautista Adriana Ferreira e a pianista Isolda Crespi Rubio vão tocar peças de Eurico Carrapatoso, Camargo Guarnieri, José Vianna da Motta e Alberto Ginastera.

No comunicado hoje divulgado, a DGPC recordou que “a ala norte do Palácio Nacional de Mafra está a ser requalificada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num investimento de seis milhões de euros” e que “as novas instalações permitirão ao Museu Nacional da Música usufruir de uma área total de 7.500 m2 e dispor de um espaço expositivo com cerca de 2.000 m2”.

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“O Museu ganha, desta forma, capacidade de duplicar as peças expostas, apresentando algumas novidades, mas mantendo em destaque instrumentos icónicos da coleção, como o cravo Taskin, construído em 1782 a pedido do rei Luís XVI de França, o violoncelo Stradivarius que pertenceu ao rei Luís [de Portugal], e o piano que foi usado pelo compositor e pianista Franz Liszt quando em 1845 esteve em digressão em Portugal”, lembrou a DGPC, mencionando ainda os cravos Antunes, de 1758 e 1789, que são tesouros nacionais.

O projeto do novo Museu Nacional da Música, a instalar no Palácio Nacional de Mafra, vai ser apresentado “com maior detalhe sobre a museografia”, na sexta-feira, no âmbito do 12.º Encontro Nacional de Investigação que vai decorrer naquela vila.

 

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