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Este artigo é para si, que costuma enjoar quando está numa viagem de autocarro ou de carro

Sandra M. Pinto

Pesquisas descobrem os neurónios responsáveis pela desagradável sensação

Investigadores da Universidade Autónoma de Barcelona, em Espanha, realizaram um estudo que pode ajudar a desenvolver medicamentos mais eficazes para o enjoo de movimento e com menos efeitos secundários.

«Observámos ratos submetidos a condições que induzem náuseas para identificar neurónios específicos no cérebro associados ao enjoo de movimento», referem, «focámo-nos nos núcleos vestibulares, um conjunto de fibras nervosas no tronco cerebral ligadas ao ouvido médio, que ajudam a transmitir sinais ao cérebro que nos orientam durante o movimento».

São várias as teorias que sugerem que o enjoo de movimento é causado por um desajuste sensorial, onde sinais dos olhos e do ouvido interno informam o cérebro de que há movimento (quando não há).

Para identificar os neurónios responsáveis pelo enjoo de movimento, «inibimos vários subconjuntos de neurónios dentro dos núcleos vestibulares e depois submeteram os ratos a condições de rotação», esclarecem, «descobrimos que a inativação de um grupo de neurónios vestibulares, que expressam uma proteína chamada VGLUT2, preveniu eficazmente o enjoo induzido pelo movimento nos ratos».

Quando os mesmos neurónios foram ativados, induziram sintomas de enjoo de movimento nos ratos, mesmo sem rotação, explica o portal Science Alert.

Uma análise mais aprofundada mostrou que, dentro destes neurónios que expressam VGLUT2, células com um recetor chamado CCK-A foram em grande parte responsáveis pelos comportamentos de enjoo de movimento.

«O circuito destes neurónios foi mapeado para uma área do cérebro conhecida como núcleos parabraquiais, que regula a temperatura corporal, a supressão do apetite e a letargia», é ainda referido, sendo que «a estimulação destes neurónios provocou alguns, mas não todos, os sintomas de enjoo de movimento nos ratos».

O estudo foi mais além e tentou bloquear o recetor CCK-A com um composto farmacêutico, o que resultou numa redução dos comportamentos de enjoo de movimento. «Acreditamos que a identificação destas vias pode fornecer um alvo mais preciso para a medicação destinada a aliviar o enjoo de movimento», revelam os cientistas, «os medicamentos atuais antienjoo de movimento têm limitações, como causar sonolência e serem eficazes apenas se tomadas antes do início dos sintomas; já ss vias identificadas neste estudo em ratos podem oferecer uma abordagem mais refinada ao tratamento».