Para muitos, o sexo depois dos 60 continua a ser um assunto pouco falado — como se o desejo e a intimidade tivessem data de validade. A verdade é que a sexualidade pode (e deve) continuar a fazer parte da vida nesta fase. Com maturidade, liberdade e autoconhecimento, o prazer transforma-se, mas não desaparece.
1. O corpo muda — e isso é natural
Com o tempo, o corpo passa por alterações hormonais, musculares e emocionais. Nas mulheres, a menopausa pode causar secura vaginal e menor lubrificação; nos homens, podem surgir dificuldades de ereção. Mas nada disso precisa de ser impeditivo. Há tratamentos seguros e eficazes que podem ajudar — e uma comunicação aberta com o parceiro(a) faz toda a diferença.
2. Desejo sexual depois dos 60
O desejo não desaparece, mas pode manifestar-se de forma diferente. O stress reduz-se, os filhos já cresceram, e muitos casais redescobrem uma nova liberdade. A intimidade torna-se menos impulsiva, mas mais emocional e conectada.
3. Mitos a quebrar
- “Não tenho mais idade para isso” — falso. O desejo pode florescer em qualquer idade.
- “Se já não é como antes, é porque acabou” — o sexo muda, mas pode ser ainda mais satisfatório.
- “É embaraçoso falar sobre isto” — só se continuarmos a tratar o tema como tabu.
4. Como manter uma vida íntima ativa
- Diálogo com o parceiro — falar sobre as mudanças físicas e emocionais fortalece a relação.
- Consulta com especialistas — ginecologistas, urologistas ou terapeutas sexuais podem ajudar.
- Exploração com respeito e humor — redescobrir o corpo e o prazer pode ser uma aventura a dois.
O sexo depois dos 60 pode ser diferente — mas não menos poderoso. O mais importante é abandonar os preconceitos e dar espaço à intimidade com liberdade, carinho e curiosidade.










