A chamada de vídeo é hoje a forma mais próxima de estar com quem está longe, e é também a fonte de uma frustração semanal em muitas famílias. Não se ouve, vê-se uma silhueta escura, o botão desapareceu, a chamada cai.
Quase tudo isto se resolve com meia hora de configuração feita uma única vez, de preferência por quem está de visita ao fim-de-semana.
A luz é o que mais estraga a imagem
A regra é uma só: a luz tem de estar à frente da pessoa, nunca atrás. Quem se senta de costas para a janela aparece como uma sombra recortada, por melhor que seja a câmara.
Escolha um lugar fixo na casa, virado para a janela ou com um candeeiro à frente, e faça dali todas as chamadas. Ter um sítio do costume elimina metade dos problemas.
O som resolve-se com auscultadores
Os altifalantes de tablets e telemóveis são fracos e apanham eco da divisão. Uns auscultadores simples com fio, dos que custam poucos euros, melhoram a inteligibilidade de forma imediata e evitam ter de pôr o volume no máximo.
Para quem usa aparelho auditivo, vale a pena perguntar ao audiologista se o modelo liga directamente ao telemóvel. Muitos ligam, e ninguém explicou isso a quem o usa.
Tablet em vez de telemóvel
Um ecrã maior muda tudo: vêem-se caras em vez de cabeças pequenas, e os botões são maiores. Se houver a possibilidade de escolher, o tablet ganha sempre ao telemóvel para este efeito.
Um suporte de mesa, daqueles de dez euros, evita segurar o aparelho durante meia hora e deixa as mãos livres. A imagem também deixa de abanar.
Configurar uma vez e não voltar a mexer
- aumentar o tamanho da letra e dos ícones nas definições de acessibilidade;
- deixar o ícone da aplicação de chamadas sozinho no primeiro ecrã, bem visível;
- criar um atalho de contacto no ecrã inicial, com a fotografia da pessoa, para ligar com um toque;
- desactivar a rotação automática do ecrã, que confunde quem pousa o tablet ao lado;
- ligar a ligação automática à rede sem fios de casa;
- desligar as actualizações que mudam o aspecto dos botões sem aviso.
Combinar hora fixa
A chamada que acontece é a que está marcada. Domingo às cinco da tarde funciona melhor do que quando calhar, porque deixa de depender de alguém se lembrar.
Com netos pequenos, chamadas curtas e frequentes resultam melhor do que longas e raras. Quinze minutos chegam, e uma criança de quatro anos não dá mais do que isso.
Dar alguma coisa para fazer
Estar a olhar um para o outro esgota-se depressa. As chamadas que correm melhor têm conteúdo: ler uma história, mostrar o que está a crescer no quintal, fazer um desenho cada um do seu lado, jogar às adivinhas, cozinhar a mesma receita ao mesmo tempo.
Com adolescentes, a conversa frente a frente costuma travar. Falar enquanto se faz outra coisa, ou mandar uma mensagem com uma fotografia durante a semana, mantém a ligação melhor do que a chamada formal de domingo.
Quando a ligação falha
Se a imagem congela, desligar a câmara e ficar só com o som resolve quase sempre, porque o vídeo é o que consome mais. Aproximar-se do router é a outra solução imediata. E se nada resultar, desligar e voltar a ligar continua a ser o remédio que funciona mais vezes.











