Amesterdão quer acabar com o famoso Red Light District

O conhecido Red Light District vai ser alvo de um projeto de reformulação apresentado pela nova presidente da câmara.

Femke Halsema, a primeira mulher a presidir à câmara de Amesterdão, anunciou esta semana que tem planos para reformular o famoso Red Light District. A região é conhecida por ter bordéis com montras, onde as profissionais do sexo ficam expostas para a rua.

Segundo a agência Reuters, os planos de Femke Halsema incluem quatro pontos chave: acabar com as montras de rua, intensificar o licenciamento das trabalhadoras, reduzir o número de bordéis no centro da cidade ou  fechá-los e transferi-los para outros locais.

Halsema justifica esta mudança com o objetivo de melhorar as condições de trabalho das prostitutas, reduzir a taxa de crimes e diminuir o turismo na região, localizada no centro da cidade no distrito de Wallen. As mudanças sociais, como o aumento do tráfico humano, também tornam necessária esta mudança, acrescenta a presidente da câmara em entrevista à Reuters.

“Para muitos visitantes, as trabalhadoras do sexo converteram-se numa atração visual. Em alguns casos, isso é acompanhado de um comportamento perturbador e uma atitude desrespeitosa para com as trabalhadoras”. E “ao mesmo tempo, houve um grande aumento da prostituição clandestina. Hoje as mulheres são predominantemente estrangeiras, não sabemos de onde vêm e como vieram aqui parar” explicou a autarca.

As propostas, delineadas num relatório intitulado “O Futuro da Prostituição de Janela em Amesterdão”, também incluem um projeto mais abrangente para uma nova “zona erótica” afastada do centro, que terá um portão de entrada, semelhante a um sistema usado em Hamburgo, segundo a presidente.

As opções serão apresentadas este mês aos moradores e comerciantes em reuniões na câmara de Amesterdão. Uma delas será escolhida e submetida a votação no conselho municipal no final deste ano, sublinhou Halsema na mesma entrevista.

O Red Light District é um dos pontos turísticos para os 18 milhões de visitantes anuais da maior cidade holandesa. Como a prostituição foi legalizada na Holanda em 2000, os trabalhadores sexuais devem registar-se na câmara de comércio local e pagar impostos sobre os rendimentos. Cerca de 7 mil pessoas estão registadas neste setor em Amesterdão.

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