Estão a vinte minutos de distância, têm centros históricos compactos e planos, e entre as duas concentram uma boa parte da história do país. É dos fins-de-semana mais rentáveis que se pode fazer em Portugal.
Dia um: Braga
O centro faz-se a pé e é quase todo plano. A Sé de Braga é o ponto de partida natural, com o seu tesouro e as capelas laterais, e a poucos passos ficam o Arco da Porta Nova e a Praça da República, onde se toma café à sombra das arcadas.
A Rua do Souto e o Largo do Paço enchem-se de vida ao fim da tarde. Para descansar, o Jardim de Santa Bárbara, encostado ao antigo Paço Episcopal, tem canteiros desenhados e bancos à sombra.
O Bom Jesus, sem subir a escadaria
O Bom Jesus do Monte é o cartão de visita da cidade e assusta quem olha para a fotografia da escadaria monumental.
Há duas alternativas. O elevador do Bom Jesus, movido a água desde 1882 e o mais antigo do género ainda em funcionamento no mundo, sobe em três minutos e é ele próprio uma atracção. E há a estrada, que leva o carro até ao topo.
Lá em cima, o recinto é plano, com jardins, lago e vista sobre a cidade. Quem quiser pode descer a escadaria devagar, que é bem mais fácil do que subi-la.
Dia dois: Guimarães
O centro histórico é Património Mundial e percorre-se todo em poucas horas. O Largo da Oliveira e a Praça de Santiago, contíguos, são o coração da cidade e têm esplanadas em quantidade.
O Paço dos Duques de Bragança e o Castelo ficam lado a lado, na zona alta. A subida da Rua de Santa Maria é a pé e tem algum declive; quem preferir pode ir de carro ou de táxi até junto do castelo e descer depois.
O castelo tem escadas estreitas e muralhas sem guarda em alguns pontos, mas o recinto exterior e a capela de São Miguel, onde a tradição diz que foi baptizado D. Afonso Henriques, visitam-se sem dificuldade.
A Penha, para acabar
O teleférico sobe ao monte da Penha em dez minutos e resolve o problema da altitude. Lá em cima há miradouro, mata, rochedos e esplanadas, e a vista alcança meia província em dia limpo.
À mesa
Em Braga, o bacalhau à Braga e os rojões. Em Guimarães, as tortas de Guimarães e o toucinho do céu. Nos dois sítios, os vinhos verdes da região, que acompanham melhor do que se espera a comida pesada do Minho.
Dormir e circular
As duas cidades têm hotelaria em quantidade e preços moderados fora do Verão. Ficar em Guimarães, que é menor e mais calma à noite, resulta bem para quem procura sossego; ficar em Braga dá mais oferta de restaurantes.
A ligação entre as duas faz-se de comboio em cerca de uma hora, com mudança, ou de carro em vinte minutos. Para dois dias, o carro simplifica.
Se sobrar meio dia
A pouca distância de ambas ficam sítios que completam bem o fim-de-semana. O Mosteiro de Tibães, a dez minutos de Braga, tem claustros, jardins e uma cerca conventual recuperada, com percursos planos entre laranjeiras.
Do lado de Guimarães, a Citânia de Briteiros é um povoado castrejo com duas mil e tal anos, ao ar livre, com piso irregular mas percurso curto, e explica melhor do que qualquer livro como se vivia nestes montes antes de haver Portugal.











