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Com o Euro 2020 a decorrer, muitos perguntam: o que come um jogador de futebol?

21 Junho 2021
Sandra M. Pinto

Com estes conselhos não garantimos que se torne num Ronaldo, mas certamente vai ficar maios saudável.

Em primeiro lugar, importa ter a noção que não existem dietas ou planos alimentares específicos para o futebol, começa por afirmar Rodrigo Abreu, Nutricionista na Unidade de Saúde e Performance da Federação Portuguesa de Futebol.

No desporto de alta competição, a alimentação é altamente personalizada e deve ter em conta as características individuais de cada atleta, o seu calendário competitivo e os requisitos de cada modalidade. Assim, cada jogador deve começar por assegurar uma boa base alimentar, onde se aplicam muitas das noções que todos conhecemos da Roda dos Alimentos.

Variar e combinar os diferentes grupos de alimentos, ajustando as quantidades, permite aos jogadores assegurar o aporte de todas as vitaminas e
minerais que necessitam para se manterem saudáveis e poderem competir nas melhores condições. Por exemplo, durante os estágios há o cuidado de variar frequentemente os bufetes que acompanham as refeições. Uma forma simples e agradável de proporcionar nutrientes, sem comprometer o prazer de comer, passa por variar as cores e texturas das frutas, legumes e hortaliças servidos.

Assegurada uma boa base, há cuidados alimentares específicos para períodos como antes ou após o jogo. As quantidades de hidratos de carbono e o seu tipo são ajustadas de acordo com os timings da competição: tipicamente, preferem-se hidratos de carbono de absorção lenta antes do jogo, para fornecer energia de forma constante e gradual durante os 90 minutos. Já no final da partida, opta-se por hidratos de carbono de absorção mais rápida, para acelerar a recuperação e reposição das reservas musculares de glicogénio. Também a ingestão de proteína segue alguns cuidados, com vista à reparação muscular depois do esforço. A preferência vai para alimentos ricos em aminoácidos essenciais, que tenham uma digestão fácil.

A hidratação é outro dos aspetos importantes na manutenção da performance, na recuperação do esforço e na prevenção de lesões. De facto, as perdas de água corporal afetam o rendimento desportivo, pelo que é importante manter uma ingestão adequada de líquidos que não interfira com o conforto gástrico dos jogadores. Isto é ainda mais relevante se considerarmos que o Euro 2020 se realiza em junho e, tipicamente, em condições de mais calor e humidade, o que acelera as perdas de água pela transpiração.

A terminar, uma nota para a suplementação. É frequente pensar-se que os atletas têm de tomar suplementos alimentares, devido à elevada exigência dos treinos e competições. Na realidade, ao serem cuidadosos com a sua alimentação, os jogadores asseguram através dos alimentos os nutrientes que necessitam, recorrendo aos suplementos apenas em circunstâncias específicas ou por questões de comodidade, e tendo o cuidado de utilizar produtos testados para substâncias banidas.

Em conclusão, podemos dizer que a nutrição é uma das componentes chave na preparação do atleta de alto rendimento. Uma boa alimentação não torna ninguém um grande jogador, mas para se atingir o máximo potencial, tem de se saber comer!