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Dia Mundial do Lúpus: a importância do diagnóstico precoce e controle da doença

Artigo de opinião de Bruno Grima, Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes da SPMI

10 Maio 2024
Forever Young

O Lupus Eritematoso Sistémico (LES) é uma doença imunomediada sistémica crónica, que pode afetar vários órgãos.

É caracterizado por uma reação anormal do sistema imunitário do indivíduo, com perda da tolerância, o que vai afetar as células saudáveis do próprio corpo, provocando inflamação e lesões em diferentes partes do organismo.

O LES pode afetar homens e mulheres, mas é mais frequente em mulheres em idade fértil, entre os 15 e os 55 anos. As causas exatas não são totalmente compreendidas, mas acredita-se que uma combinação de fatores genéticos e ambientais possa desencadear a doença em indivíduos suscetíveis.

Os sintomas do LES podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem fadiga, febre, dor nas articulações e músculos, erupções cutâneas, queda de cabelo, dor de cabeça, fotossensibilidade e ulcerações na boca e nariz. Em casos menos frequentes e mais graves o LES pode causar problemas hematológicos (anemia, leucopénia ou trombocitopénia), renais (com hipertensão e insuficiência renal), neurológicos (epilepsia ou alterações psiquiátricas) e cardíacos (com inflamação do músculo cardíaco ou do pericárdio e destruição das válvulas).

A gravidez pode estar associada a um agravamento da doença, sobretudo se ocorrer em doentes mal controladas, com possíveis complicações para a mãe e feto.

O diagnóstico do LES pode ser difícil, já que muitos dos sintomas mais frequentes são inespecíficos e semelhantes a outras doenças. Na avaliação analítica procura-se a presença de anticorpos específicos, como o anticorpo antinuclear (ANA), que é positivo em cerca de 95% dos casos de LES. Outros exames, como biópsias de pele ou rim, também podem ser realizados para confirmar o diagnóstico.

O tratamento do LES visa controlar os sintomas e evitar complicações. Os medicamentos imunomoduladores/imunossupressores, como a hidroxicloroquina, a azatioprina e o metotrexato, são frequentemente usados para reduzir a inflamação e suprimir o sistema imunitário. Os corticosteroides, como a prednisolona, também podem ser prescritos para controlar a inflamação em casos mais graves e durante um curto período de tempo. Em casos em que o LES afeta órgãos específicos, como os rins ou o cérebro, pode ser necessário um tratamento mais agressivo, incluindo fármacos biológicos.

Além do tratamento medicamentoso, é importante que os doentes com LES adotem um estilo de vida saudável, com uma dieta equilibrada e exercício regular. A exposição ao sol deve ser evitada, e o uso de protetor solar é fortemente recomendado.

Atualmente, com um diagnóstico mais precoce, um melhor controlo da doença e medicamentos mais eficazes e com menos efeitos secundários, os doentes têm uma melhor qualidade de vida e a doença tem um bom prognóstico.

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