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Frente Comum marca greve nacional da função pública para outubro

Frente Comum marca greve nacional da função pública para outubro
Forever Young

Saiba qual o dia.

A greve marcada para 27 de outubro visa contestar a proposta do Governo de aumento salarial na Administração Pública, de 52 euros, que a Frente Comum caracteriza como “miserabilista”

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A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública anunciou, esta segunda-feira, uma greve nacional de trabalhadores no dia 27 de outubro, reiterando que a proposta do Governo de aumentos de 52 euros é “miserabilista”.

“A contraproposta o Governo é miserabilista, perante a capacidade de resposta que o país tem neste momento, faz uma proposta de 52 euros com 3% de aumento e o que quer dizer é que está a obrigar os trabalhadores da Administração Pública a continuar a empobrecer. Os trabalhadores rejeitam absolutamente este caminho e decidimos marcar uma greve nacional dos trabalhadores da Administração Pública para o próximo dia 27 de outubro”, anunciou o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, em conferência de imprensa, em Lisboa.

A Frente Comum apresentou ao Governo uma proposta de revisão salarial de pelo menos 15%, com mínimo de 150 euros de aumento por trabalhador, que mantém.

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“Esta greve ocorrerá porque os trabalhadores foram empurrados para lá, porque o Governo, tendo soluções, decidiu não as pôr em prática”, defendeu Sebastião Santana, apontando que a paralisação vai ocorrer ainda antes da discussão na generalidade do Orçamento do Estado para o próximo ano e que está nas mãos do Governo “alterar a sua proposta e, de uma vez por todas, interromper este caminho de empobrecimento”.

A estrutura sindical sublinhou também que, além da questão dos salários, o Governo também não apresenta alterações em outras matérias pecuniárias, como o subsídio de alimentação, ou o as ajudas de custo, que embora tenha já sido anunciado o seu descongelamento, não há alterações previstas relativamente ao valor, que se mantém desde 2009.

A Frente Comum reivindica um salário mínimo de 920 euros na função pública, em janeiro de 2024, evoluindo até aos 1.000 euros durante o próximo ano, e ainda a subida do subsídio de refeição para 10,50 euros.

As negociações com o Governo vão prosseguir, tendo sido já pedida pela estrutura sindical uma reunião suplementar, que deverá ter lugar nos próximos dias.

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Caso não haja alteração da proposta do Governo, “ou uma alteração que não responda à exigência do momento”, a Frente Comum prevê uma forte adesão à greve, que poderá afetar todos os serviços da Administração Pública, incluindo hospitais e escolas.

Na sexta-feira, o Governo apresentou uma nova proposta salarial aos sindicatos da função pública, mantendo os aumentos em 52,11 euros, mas com um mínimo de 3%, face aos anteriores 2%.

Em termos percentuais, este aumento de cerca de 52 euros na base remuneratória traduz-se numa atualização de 6,8%.

Além dos aumentos salariais anuais, a proposta do Governo prevê medidas a integrar no OE2024, que será entregue na terça-feira na Assembleia da República, como o fim dos cortes nas ajudas de custo e no subsídio de transporte que estão em vigor desde a crise financeira (dezembro de 2010), uma medida que terá um custo de 21 milhões de euros no próximo ano.

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O Governo também propõe repor o valor a pagar pelas horas extraordinárias a partir das 100 horas anuais, como previsto na Agenda do Trabalho Digno, medida cujo custo estimado é de 25 milhões de euros em 2024.