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Opinião: Proteja-se, o vírus sincicial respiratório pode levar à descompensação de doenças crónicas

14 Fevereiro 2024
Sandra M. Pinto

Artigo de opinião de José Alves, Presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão

Pode espoletar doença em qualquer idade, sobretudo em crianças pequenas e idosos. A partir dos 60 anos, o vírus sincicial respiratório (VSR) está associado a infeções do trato respiratório como a pneumonia, e à exacerbação de doenças subjacentes como insuficiência cardíaca congestiva, DPOC ou asma.

Numa percentagem significativa dos casos, pode levar à hospitalização ou mesmo à morte. No ano passado, na Europa, o VSR foi responsável por 270.000 internamentos em pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. 20.000 acabaram por morrer.

À falta de dados nacionais, tomemos como exemplo a vizinha Espanha. Um estudo recente mostrou que a taxa de letalidade naquele país foi maior entre os doentes hospitalizados com infeções por VSR, quando comparada com doentes com infeções por vírus influenza (gripe). O mesmo estudo revelou que a taxa de letalidade em doentes hospitalizados por VSR aumenta significativamente com a idade, confirmando o risco acrescido das pessoas mais velhas para desenvolver doença grave.

Grupos de risco e doenças associadas

Altamente contagioso, o VSR pode causar doença em todas as idades, com particular incidência em crianças até aos dois anos, imunocomprometidos e idosos, sobretudo se institucionalizados. Nos mais pequenos, o VSR está associado a bronquiolites, enquanto nos adultos pode causar doença respiratória grave ou levar à descompensação de doenças crónicas como asma, DPOC ou insuficiência cardíaca congestiva. A idade e o estado de saúde da pessoa infetada podem interferir na evolução e na gravidade da doença que, uma vez curada, pode ressurgir.

Sintomas e medidas de prevenção

Sobejamente conhecidos, e frequentemente associados a outras patologias, entre os sinais mais comuns do vírus sincicial respiratório encontram-se a tosse, secreções nasais, secreções oculares, febre, falta de ar e chiadeira.

Também semelhante ao que acontece com outros vírus, a prevenção da transmissão do VSR passa pela lavagem frequente das mãos e pela adoção de boas práticas de etiqueta respiratória como não espirrar ou tossir para as mãos, cobrir a boca e o nariz com um lenço ou com o braço quando se espirra ou tosse, e evicção de contactos com outros doentes que apresentem os mesmos sintomas.

Por fim, mas não menos importante, e também como noutras patologias para as quais já existe imunização, a vacinação é a melhor forma de evitar a transmissão do VSR. Em Portugal, estão disponíveis duas estratégias de proteção contra o VSR para adultos com idade superior ou igual a 60 anos: fale com o seu médico assistente e aconselhe-se. Juntos poderão definir a melhor estratégia de prevenção.

Fontes:

Savic M, Penders Y, Shi T, Branche A, Pirçon JY. Respiratory syncytial virus disease burden in adults aged 60 years and older in high-income countries: A systematic literature review and meta-analysis. Influenza Other Respir Viruses. 2023;17(1):e13031. doi:10.1111/irv.13031

Heppe-Montero, M.; Gil-Prieto, R.; del Diego Salas, J.; Hernández-Barrera, V.; Gil-de-Miguel, Á. Impact of Respiratory Syncytial Virus and Influenza Virus Infection in the Adult Population in Spain between 2012 and 2020. Int. J. Environ. Res. Public Health 2022, 19, 14680