De acordo com o inquérito, 34% dos encarregados de educação situam o seu orçamento entre 50 e 150 euros, enquanto 24% afirmam que os custos vão superar os 150 euros. Outros 25% esperam gastar entre 101 e 150 euros, e apenas 17% acreditam que conseguirão fazer todo o enxoval escolar com menos de 50 euros.
Apesar do impacto financeiro, a reutilização de materiais está a ganhar força: 93% dos pais afirma que vai reaproveitar artigos do ano anterior, seja em maior ou menor escala. Apenas 7% garante que irá comprar tudo novo.
Qualidade e preço ditam escolhas
Quando chega a hora de encher mochilas e estojos, a qualidade e a durabilidade dos produtos são tão importantes quanto o preço. Ambos os fatores foram destacados por 37% dos inquiridos como determinantes na escolha do material escolar. Já a recomendação dos professores ou da escola influencia 19% dos consumidores, enquanto a marca e a sustentabilidade pesam apenas para 3% cada. O design, a estética e a aparência dos artigos têm ainda menor relevância, com apenas 1% das preferências.
As lojas físicas continuam a ser a opção mais comum para as compras de regresso às aulas, com 67% dos pais a preferirem este canal. O comércio online surge em crescimento, mas apenas 6% compra exclusivamente pela internet. A maioria dos restantes (27%) opta por um modelo híbrido, combinando ambos os canais.
O que não pode faltar nas mochilas
Entre os produtos mais procurados, cadernos e blocos lideram a lista, representando 23% das intenções de compra. Seguem-se estojos, canetas e lápis (20%), mochilas (18%) e manuais escolares (17%). O material de artes corresponde a 13% das escolhas, enquanto tablets, computadores e outros equipamentos eletrónicos pesam 8%. Capas, separadores e outros acessórios representam apenas 1% das intenções de compra.
Atividades extracurriculares ganham destaque
O estudo da Escolha do Consumidor mostra ainda que 52% dos pais pretende inscrever os filhos numa atividade extracurricular, com o desporto a destacar-se como a opção mais popular, mencionado por 44% dos inquiridos. Música e dança surgem em segundo lugar (21%), seguidos do estudo de línguas (18%). Ciências e tecnologia (8%) e artes plásticas ou teatro (6%) também fazem parte das escolhas, embora em menor escala.
Em termos de orçamento, cerca de um quarto das famílias (27%) não terá qualquer despesa com explicações ou atividades adicionais. Entre os que preveem investir, 26% aponta para gastos mensais entre 51 e 100 euros, 23% prevê valores entre 101 e 200 euros e 15% pretende limitar o orçamento a 50 euros. Um grupo mais reduzido, mas significativo, correspondente a 9% dos inquiridos, espera ultrapassar os 200 euros mensais em despesas extracurriculares.
Poupança e gestão apertada
Os resultados revelam uma realidade de equilíbrio difícil entre a vontade de proporcionar aos filhos todas as condições para um bom regresso às aulas e a necessidade de gerir um orçamento familiar cada vez mais pressionado pelo aumento do custo de vida. Entre cadernos, mochilas, manuais e atividades, as famílias portuguesas enfrentam o desafio de preparar os mais novos para a escola sem comprometer demasiado as finanças domésticas — uma tarefa em que a reutilização de materiais surge como a principal aliada.










