Terapia Conjugal. Conheça as 5 razões que podem justificar uma ida ao especialista

Estes profissionais podem ser capazes de identificar os pontos de maior tensão e encontrar estratégias úteis para melhorar o seu relacionamento.

Todos os casais têm que aprender a ser capazes de resolver conflitos. Até mesmo as relações mais “felizes” atravessam por vezes momentos menos bons. Seja por culpa de questões financeiras, insatisfação sexual ou diferentes expectativas, a verdade é que são muitas as razões capazes de afastar o casal.

Sobretudo agora que, devido à pandemia, muitos casais são forçados a passar mais tempo junto isso pode significar um aumento de tensão.

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A terapia conjugal pode ser um exercício importante e saudável que pode ajudar a voltar a aproximar o casal. Ao contrário do que muitos pensam, estes tipos de sessões não têm como objetivo identificar culpados. Essencialmente o que o terapeuta irá procurar é fornecer ferramentas de comunicação ao casal que permitam um melhor entendimento.

Muito casais evitam uma ida a um especialista conjugal. Deixam os problemas “arrastar”, dificultando desta forma o reaproximar. Uma ida no tempo certo, no início dos problemas, poderá ser verdadeiramente útil para impedir a rutura do casal.

Eis alguns dos exemplos mais comuns que podem justificar uma sessão de terapia conjugal.

 

  1. Um afastamento progressivo

Após vários anos de convivência, os casais tendem a perder alguma da sua capacidade de interação. Acabam por se comportar como meros “colegas de casa” e não como um casal de namorados. Apesar de lidarem diariamente um com outro relativamente às questões relacionadas com a casa, a verdade é que já não existe a mesma conexão e intimidade.

No momento de saída de casa dos filhos pode existir uma oportunidade de reflexão para perceber que tipo de relação ainda existe. As pessoas tendem a esquecer os motivos originais que as fizeram decidir partilhar uma vida. A terapia conjugal poderá ser essencial para voltar a aproximar o casal, relembrando todo os aspetos mais positivos da sua convivência.

  1. Discutem sobre dinheiro

As questões financeiras tendem a ser sempre um dos aspetos mais sensíveis da vida conjugal. Seja devido a grandes disparidades salariais ou a “apertos” económicos mais preocupantes, a verdade é que é fácil deixar que este tema se transforme num grande problema para a saúde da relação.

Sobretudo após dos 50, com a chegada de preocupações associadas às condições de reforma ou a problemas de saúde, este pode ser um tema de grande conflito. Desentendimentos sobre o montante mensal disponível para gastar ou diferenças nos hábitos de poupança/investimento podem gerar sentimentos mais negativos, de raiva, inveja ou frustração.

A terapia pode ajudar a compreender melhor a relação que estabelecemos com o dinheiro. Os nossos hábitos financeiros podem refletir questões mais complexas que devem ser exploradas e compreendidas por ambos os membros do casal.

  1. Infidelidade

Este é um dos motivos mais comuns que levam os casais a visitar um consultório. O objetivo é reparar a confiança que foi quebrada após um momento de infidelidade. Esta situação nem sempre é caracterizada por um contacto físico impróprio, este tipo de traição pode ser simplesmente emocional. Um reencontro com alguém especial do seu passado no Facebook pode por exemplo gerar novos sentimentos complicados de gerir.

A definição de infidelidade pode variar de casal para casal. O que é fundamental é que ambos os parceiros estejam cientes dos limites que não devem ser ultrapassados.

Um terapeuta conjugal irá ajudar a compreender as motivações relacionadas com este tipo de infidelidades, ajudando o casal a compreender como deve recuperar a confiança mútua.

  1. Uma vida romântica e sexual pouco gratificante

Num recente estudo publicado no Journal of Sex and Marital Therapy, 2,371 pessoas divorciadas foram convidadas a explicar as razões para a sua separação. A resposta mais frequente (cerca de 47% dos participantes) estava relacionada com uma falta de amor ou intimidade.

Não existem dúvidas de que após vários anos de convivência pode ser difícil manter o mesmo entusiasmo nas relações sexuais. Simplesmente é mais complicado encontrar o elemento de “novidade”, tão importante para o bem-estar dos seres humanos.

Mais importante que o sexo podem ser às vezes os meros pequenos momentos de intimidade que caracterizam a interação conjugal. Um beijo na bochecha, no pescoço ou um abraço podem ser fundamentais para estimular a intimidade do casal.

Um terapeuta pode ajudar o casal a falar abertamente sobre este tema, evidenciando claramente as questões mais fundamentais para cada um e procurando encontrar um compromisso que satisfaça as duas partes envolvidas.

  1. Desejo de um divórcio amigável

Em último caso, a intervenção de um especialista conjugal pode ser igualmente determinante para garantir que a separação do casal é concretizada da melhor forma possível. O casal pode concluir que não quer estar mais junto ou não conseguir chegar a um acordo e entendimento mútuo que consiga salvar o relacionamento.

Nestes casos o terapeuta poderá ajudar a facilitar uma separação amigável que consiga evitar ressentimentos ou faltas de respeito. Ajudando a ultrapassar a fase de culpabilização do outro e avançando para um momento de empatia partilhada, que pode evitar idas desagradáveis ao tribunal.

 

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