Falar ao telefone é bom. Ver a cara de quem está do outro lado é outra coisa, sobretudo quando os netos crescem a quilómetros de distância ou quando parte da família emigrou. A videochamada tornou-se, para muitas famílias, o substituto possível do almoço de domingo.
Escolher uma aplicação e ficar por ela
O erro mais comum é ter três ou quatro aplicações diferentes, cada uma usada por um familiar. Combine com a família uma só, aquela que a maioria já usa, e mantenha-a. As mais comuns em Portugal permitem chamadas de vídeo gratuitas através da internet, sem gastar saldo do telemóvel.
Se usar dados móveis em vez de Wi-Fi, saiba que uma videochamada consome bastante: meia hora pode gastar perto de um gigabyte. Em casa, ligue-se sempre ao Wi-Fi.
Criar um atalho só para isso
Peça a alguém que coloque no ecrã inicial do telemóvel ou do tablet um atalho directo para a videochamada com a pessoa em causa, com a fotografia dela. Com um toque, a chamada começa, sem menus nem procuras.
Num tablet, o ecrã maior facilita a vida a quem vê pior, e pode ficar pousado num suporte, libertando as mãos.
Som e imagem melhores
Sente-se com a luz de frente, nunca com a janela atrás, senão fica em sombra. Apoie o aparelho em vez de o segurar, para a imagem não tremer. Se ouve mal, use auscultadores, que melhoram muito a compreensão e cortam o ruído do ambiente. E desligue a televisão: o som de fundo é o maior inimigo das videochamadas.
Combinar horas e ter paciência
Marcar a chamada, como se fosse uma visita, evita frustrações de parte a parte. Com netos pequenos, chamadas curtas resultam melhor do que longas, e funcionam melhor se houver uma actividade: mostrar um brinquedo, ler uma história em voz alta, cantar, ver o quintal ou o gato.
Quando a tecnologia falha
Se a imagem congelar, quase sempre é a ligação à internet. Desligar e voltar a ligar o router resolve boa parte dos casos. Se falhar o som, verifique se o microfone está activo, porque é frequente tocar sem querer no botão que o desliga.
Vale a pena pedir a um filho ou neto que escreva num papel, em letra grande, os três ou quatro passos essenciais, e guardá-lo junto ao aparelho. Ter as instruções à mão dá confiança para tentar sozinho.
Também serve para a saúde
As consultas por videochamada tornaram-se comuns em muitos serviços de saúde e podem poupar deslocações longas, sobretudo em consultas de seguimento. Para que corram bem, convém preparar antes a lista de medicamentos, os valores de tensão ou de glicemia registados e as perguntas a fazer, e ter alguém por perto se houver dificuldade com o equipamento.
Uma nota sobre segurança
Aceite chamadas apenas de contactos conhecidos. Nenhuma instituição legítima, banco ou serviço público, faz videochamadas a pedir dados ou códigos. E, se receber um pedido urgente de dinheiro por vídeo ou mensagem, mesmo que pareça de um familiar, confirme sempre ligando para o número habitual dessa pessoa.










