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13% dos diagnósticos de demência podem estar errados, revela este estudo

Sandra M. Pinto

A demência caracteriza-se pelo declínio cognitivo gradual. Registam-se cerca de 10 milhões de novos casos de demência todos os anos.

Um estudo realizado por investigadores dos Estados Unidos sugere que até 13% das pessoas diagnosticadas com demência podem estar com um diagnóstico errado, o que dificulta o seu tratamento.

O estudo feito por especialistas da Universidade Virginia Commonwealth indica que muitas pessoas podem estar, na verdade, com encefalopatia hepática, um comprometimento cognitivo causado por insuficiência hepática e que afeta mais de 40% dos pacientes com cirrose, entre outras enfermidades.

Entretanto, é difícil de distinguir os sintomas dessa doença dos apresentados em casos de demência.

“Os profissionais de saúde precisam de estar cientes dessa potencial sobreposição entre demência e encefalopatia hepática, a qual é tratável», alerta o hepatologista Jasmohan Bajaj, um dos autores da pesquisa.

Ou seja, muitas pessoas podem estar com o diagnóstico de demência, que é incurável, mas poderiam estar a tratadas sua condição e desfrutando de uma qualidade de vida muito maior.

A encefalopatia hepática geralmente ocorre em pessoas com doença hepática crónica, como cirrose ou hepatite. O fígado serve para regular os níveis da maioria dos produtos químicos no corpo, atuando em questões como a filtragem do sangue e a digestão.

Quando o fígado começa a ser danificado (por questões como o vírus da hepatite, colesterol alto, obesidade e cirrose), a pessoa pode passar a apresentar sintomas de confusão mental. Só que, caso a encefalopatia hepática for diagnosticada cedo e o tratamento for eficiente, os danos podem ser revertidos.

O que se observou é que pelo menos dois pacientes que haviam sido diagnosticados com demência tiveram o seu quadro (que incluía perda de memória, quedas, tremores e alucinações) resolvido após o tratamento para a encefalopatia.