As férias põem milhares de portugueses na estrada, muitos deles a percorrer centenas de quilómetros até ao destino. A esse aumento de tráfego somam-se, nos próximos dias, temperaturas elevadas em várias regiões do país e, em alguns pontos, um risco acrescido de incêndio. É uma combinação que obriga a mais atenção ao volante e a uma preparação cuidada do veículo, lembra a Continental, que reuniu um conjunto de recomendações e desmontou alguns dos equívocos mais repetidos sobre a condução no verão.
A viagem começa antes de ligar o motor
A ideia central da marca é simples: uma verificação rápida do estado do carro, feita ainda à porta de casa, reduz a probabilidade de avarias e torna o percurso mais seguro. Nesse diagnóstico prévio, os pneus merecem lugar de destaque.
“Os pneus são o único ponto de contacto entre o veículo e a estrada e desempenham um papel determinante na travagem, na estabilidade e no controlo da viatura. Antes de uma viagem longa, é fundamental confirmar que se encontram em boas condições e com a pressão recomendada pelo fabricante. São gestos simples que podem fazer toda a diferença na segurança”, afirma Nuno Rebelo, Head of Marketing Analytics Marketing Portugal & Spain da Continental.
O que confirmar antes de partir
Entre as verificações que considera essenciais, a Continental destaca:
- Pressão dos pneus, sempre medida com os pneus frios;
- Estado do piso, atenção ao desgaste e à eventual presença de cortes ou deformações;
- Níveis de fluidos: óleo do motor, líquido de refrigeração e líquido de travões.
Ao volante, suavidade e bom planeamento
Já em andamento, a recomendação passa por uma condução suave e ajustada às condições da estrada, sem acelerações nem travagens bruscas. Sempre que for possível, as deslocações mais longas devem ser marcadas para as horas de menor calor, uma escolha que reduz o desgaste dos componentes do veículo e também a fadiga do condutor.
Se apanhar fumo ou zonas afetadas por incêndios
Nas áreas afetadas por incêndios ou com fumo na via, a marca aconselha um conjunto de comportamentos:
- Reduzir a velocidade e aumentar a distância de segurança;
- Ligar os quatro piscas;
- Manter os vidros fechados, com a ventilação em modo de recirculação;
- Seguir rigorosamente as indicações das autoridades sempre que a visibilidade estiver comprometida ou existirem condicionamentos à circulação.
Mitos e verdades sobre a condução no verão
Mito: o calor faz rebentar os pneus.
Verdade: as temperaturas elevadas, por si só, não provocam o rebentamento de um pneu. O risco sobe quando existe pressão incorreta, desgaste excessivo, danos no pneu ou excesso de carga no veículo.
Mito: no verão deve reduzir-se a pressão dos pneus.
Verdade: a pressão tem de corresponder sempre aos valores recomendados pelo fabricante e deve ser verificada com os pneus frios. Circular abaixo do indicado aumenta o aquecimento do pneu e compromete a segurança.
Mito: se o pneu tem piso suficiente, está em boas condições.
Verdade: a profundidade do piso não conta a história toda. Convém procurar cortes, deformações, desgaste irregular e sinais de envelhecimento da borracha.
Mito: perante fumo na estrada, basta ligar os quatro piscas.
Verdade: o mais importante é reduzir a velocidade, aumentar a distância de segurança, ligar os quatro piscas e respeitar todas as indicações das autoridades.
Mito: posso atravessar uma zona de incêndio se ainda vir a estrada.
Verdade: os cortes de estrada e as indicações das autoridades nunca devem ser ignorados. A evolução de um incêndio pode alterar-se rapidamente e colocar em risco a segurança de quem segue dentro do veículo.
Prevenção continua a ser a melhor aposta
A conclusão da marca vai no sentido da prevenção: a manutenção preventiva do veículo, aliada a uma condução responsável e adaptada às condições de circulação, continua a ser a melhor forma de reduzir o risco de incidentes num período de maior intensidade de tráfego.
Fundada em 1871, a Continental é um dos maiores fabricantes de pneus do mundo. Em 2025 registou vendas de 19,7 mil milhões de euros e emprega atualmente cerca de 78 000 pessoas em 54 países e mercados.











