<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Congelar comida sem estragar: o que resulta e o que fica intragável

Congelar comida sem estragar: o que resulta e o que fica intragável
Rogério Junior

Congelar bem poupa dinheiro e evita desperdício, sobretudo em casas de uma ou duas pessoas. Mas nem tudo aguenta o congelador, e há erros que estragam boas refeições.

Para quem cozinha para uma ou duas pessoas, o congelador é o melhor aliado contra o desperdício e contra os dias em que não apetece cozinhar. Faz-se uma panela grande, divide-se em doses e a despesa e o trabalho rendem o dobro. Mas há regras, e ignorá-las dá em refeições aguadas, secas ou com sabor a frigorífico.

Escolha a Forever Young como fonte preferida no Google Escolher ›

O que congela bem

Sopas e caldos, guisados e estufados, carnes e peixes crus ou cozinhados, pão e bolos, arroz e massa já cozinhados, molho de tomate, feijão e grão cozidos, ervas aromáticas picadas em cubos de gelo com azeite, queijo ralado e a maioria da fruta destinada a batidos ou compotas.

O que é melhor não congelar

Alface e outros vegetais de folha crua, pepino, tomate cru, batatas cozidas inteiras, que ficam farinhentas, ovos cozidos, natas e molhos com muito leite, que talham, maionese, iogurte e queijos frescos. Também não compensa congelar fritos, que perdem completamente a textura.

As regras que fazem a diferença

Arrefeça a comida antes de a guardar, mas não a deixe horas à temperatura ambiente. Congele em doses individuais, para não ter de descongelar mais do que precisa. Use recipientes bem fechados ou sacos próprios, retirando o máximo de ar, que é o responsável pelas queimaduras de congelação, aquelas manchas esbranquiçadas e secas.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

E rotule tudo, com o nome e a data. Ao fim de um mês, ninguém sabe distinguir um creme de abóbora de um puré de couve-flor congelado.

Quanto tempo dura

Como referência prática, a carne crua de vaca ou porco aguenta seis a doze meses, as aves seis a nove, o peixe gordo cerca de três, o peixe magro seis, a carne picada três a quatro, os cozinhados dois a três meses e o pão até três meses. Não é que fiquem perigosos depois disso, se o congelador se mantiver sempre a menos de 18 graus negativos, mas perdem sabor e textura.

Descongelar com segurança

A regra de ouro é descongelar no frigorífico, com tempo, e não na bancada da cozinha, onde a temperatura favorece a multiplicação de bactérias. Um tabuleiro por baixo evita sujidade. Quem tem pressa pode usar a função de descongelação do micro-ondas e cozinhar logo de seguida, ou cozinhar directamente do congelador, como acontece com sopas e legumes.

Alimento descongelado não deve voltar ao congelador cru. Pode, isso sim, ser cozinhado e depois congelado já confeccionado.

Continue a ler após a publicidade

Congelar às porções certas

Vale a pena investir em recipientes iguais e empilháveis, que ocupam menos espaço e facilitam a arrumação, e em sacos de congelação reutilizáveis para o que é plano, como filetes, hambúrgueres caseiros ou fatias de pão. Congelar deitado e depois arrumar em pé, como se fossem livros numa estante, permite ver tudo de uma vez sem ter de esvaziar a gaveta.

Uma arrumação que poupa dinheiro

Vale a pena reservar uma prateleira ou uma gaveta para o que está mais perto de acabar o prazo e usar primeiro esse conteúdo. Uma folha colada à porta com a lista do que está lá dentro evita comprar o que já se tem e poupa tempo a remexer no frio.

E um último conselho para quem vive só: congelar em doses pequenas, de uma pessoa, é o que mais ajuda a manter uma alimentação variada. Assim, um cozido feito ao domingo pode reaparecer em três semanas diferentes sem que ninguém se farte dele.