<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Certificados de aforro: como funcionam e quanto rendem agora

Pessoa consulta as taxas dos certificados de aforro em documentos e no computador
Maria Isadora Ribeiro

São dívida do Estado vendida a particulares, sem comissões e com capital garantido. A taxa muda todos os meses e o limite por pessoa é alto.

Os certificados de aforro são um produto de poupança do Estado, vendido diretamente a particulares. Não têm comissões de subscrição, o capital é garantido pela República e podem ser resgatados a qualquer momento depois de um período inicial. É a alternativa mais simples ao depósito a prazo, e a mais ignorada.

Escolha a Forever Young como fonte preferida no Google Escolher ›

Quanto rendem

A série atualmente em comercialização é a Série F.

A taxa de juro bruta para novas subscrições em agosto de 2026 foi fixada em 2,474%.

É importante perceber que este valor muda todos os meses. O IGCP, que gere a dívida pública, publica mensalmente as taxas aplicáveis, e a taxa que interessa é a do mês em que se subscreve.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Quanto se pode aplicar

O limite máximo é de 250 mil unidades por titular, correspondendo cada unidade a um euro. É um teto alto, que na prática só é relevante para poupanças grandes.

O valor pode ser alterado por decisão do membro do Governo responsável pela área das Finanças.

Onde se subscrevem

Há mais canais do que a maioria das pessoas julga.

Nos balcões dos CTT. Nos Espaços Cidadão. Através dos canais digitais do Banco de Investimento Global, incluindo a aplicação. E pela internet, no AforroNet, o serviço do próprio IGCP.

Continue a ler após a publicidade

Para quem não usa canais digitais, os CTT e os Espaços Cidadão resolvem o processo presencialmente, o que é uma vantagem relevante face a produtos que só existem online.

O que os distingue de um depósito a prazo

Três diferenças com efeito prático.

A primeira é quem garante. Um depósito a prazo está coberto pelo Fundo de Garantia de Depósitos até um limite por depositante e por instituição. Os certificados são dívida direta do Estado português.

A segunda é a liquidez. Os certificados podem ser resgatados sem penalização depois do período inicial definido nas condições da série, ao passo que muitos depósitos a prazo penalizam o levantamento antecipado com perda de juros.

Continue a ler após a publicidade

A terceira é a ausência de comissões de subscrição e de manutenção, que nos depósitos raramente existem mas que noutros produtos de poupança podem corroer o rendimento.

Os juros pagam imposto

Os juros estão sujeitos a retenção na fonte à taxa em vigor para rendimentos de capitais, tal como acontece nos depósitos a prazo. O valor que aparece anunciado é bruto.

Antes de decidir

Duas verificações valem o tempo que demoram.

A primeira é comparar a taxa do mês com a das melhores ofertas de depósito a prazo disponíveis, porque a vantagem alterna consoante o momento.

A segunda é ler as condições da série em vigor, sobretudo o período mínimo antes do resgate sem penalização e a forma como os juros são capitalizados.

As taxas de cada mês e a ficha técnica da série estão publicadas no site do IGCP.

O que acontece em caso de morte do titular

É uma dúvida frequente e a resposta é tranquilizadora: os certificados integram a herança e são transmitidos aos herdeiros, mediante apresentação da documentação da partilha.

Vale a pena, ainda assim, deixar em casa o registo de que existem. Produtos de poupança esquecidos, sem extrato em papel e sem ninguém informado, são das coisas que mais se perdem em heranças.

O mesmo se aplica às credenciais do AforroNet, que sem indicação prévia ninguém consegue encontrar.