Não existem linguagens gestuais, mas sim línguas gestuais. Os gestos da língua gestual portuguesa (LGP) são constituídos por cinco parâmetros base: configuração de mão, movimento, expressão não-manual, localização e orientação.
«A língua gestual não é universal, cada país tem a sua língua gestual, emergente da comunidade e que muda ao longo do tempo», refere Ana Sofia Fernandes, intérprete de Língua Gestual Portuguesa, em entrevista à Forever Young.
A LGP surgiu no século XIX, com base na experiência de Per Aron Borg, que na Suécia trabalhava com surdos. A pedido do Rei D. João VI, deu assessoria técnica nesta área em Portugal e colaborou na criação, em 1823, da primeira escola para surdos no país. Por essa razão, embora o vocabulário da língua gestual portuguesa e da sueca sejam diferentes, o alfabeto das duas línguas revela a sua origem comum.
«Há uma série de serviços e de valências que se foram implementando para proporcionar melhor e mais acessibilidade às pessoas surdas, mas ainda há muitos contextos em que essa acessibilidade não existe, é preciso continuar esse trabalho».
Veja a entrevista aqui: