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Especialistas revelam que Inteligência Artificial pode diagnosticar tuberculose com sucesso

18 Janeiro 2024
Sandra M. Pinto

A tuberculose é uma doença infeciosa que afeta principalmente os pulmões. É uma doença infetocontagiosa, curável, causada por uma micobactéria (Mycobacterium tuberculosis), cuja transmissão ocorre por via inalatória

A inteligência artificial (IA) pode ajudar os médicos a diagnosticarem a tuberculose em partes do mundo onde os radiologistas são escassos, sugere um novo estudo realizado no Aarhus University Hospital, na Dinamarca, e apresentado no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infeciosas.

O software de IA identificou com sucesso a tuberculose a partir de fotos de celulares de imagens de raios-X do tórax. A radiografia de tórax desempenha um papel importante na deteção de tuberculose em pacientes incapazes de produzir amostras de escarro (catarro) de boa qualidade para análise microbiológica. O uso de software para ajudar a diagnosticar condições com base nos raios-X pode ajudar em áreas com recursos limitados e poucos radiologistas.

Os investigadores decidiram determinar a precisão desse método comparando o desempenho do software de IA na avaliação de radiografias de tórax com o de dois radiologistas etíopes com diferentes níveis de experiência. A IA recebeu fotos de telemóveis de radiografias de tórax não digitais. Entre 498 pacientes, 11% foram diagnosticados com tuberculose, 41 clinicamente e 16 através de testes de PCR, observaram os autores do estudo.

O software foi tão bom ou melhor do que um radiologista treinado na identificação dos casos confirmados por PCR.

Ele identificou corretamente 75% de todos os casos confirmados por PCR e cerca de 86% dos casos não-TB. Em comparação, as avaliações do radiologista menos experiente detectaram corretamente cerca de 63% dos casos confirmados por PCR e identificaram corretamente quase 92% daqueles que não tinham tuberculose. O radiologista experiente escolheu corretamente 75% dos casos confirmados por PCR e 82% daqueles que não tinham a doença.

Fonte: European Congress of Clinical Microbiology & Infectious Diseases (ECCMID) 2023.

Foto: Imagem de rawpixel.com no Freepik