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Mais de um terço dos portugueses pondera emigrar em busca de melhores condições profissionais

Forever Young

Estudo da BCG revela que 37% dos inquiridos querem sair do país para procurar melhores perspetivas de carreira. Entre os jovens dos 18 aos 24 anos, o número sobe para 73%.

A vontade de partir continua a crescer entre os portugueses. Segundo o estudo “Consumer Sentiment Survey 2025”, da Boston Consulting Group (BCG), 34% dos portugueses afirmam estar dispostos a emigrar, uma percentagem ligeiramente superior à de 2024 (+2 pp.).

O principal motivo apontado é a procura de melhores oportunidades profissionais (37%), seguido pelo descontentamento com o contexto político, fiscal e social do país.

Jovens e qualificados lideram intenção de emigrar

A tendência de emigração é mais acentuada entre os jovens dos 18 aos 24 anos, grupo em que 73% admitem considerar viver fora de Portugal, um aumento expressivo de 9 pontos percentuais face ao ano anterior.

A propensão é igualmente maior entre pessoas com formação superior (35%), comparando com 29% entre quem não possui ensino superior.

“Não estamos a conseguir travar a emigração das gerações mais jovens e qualificadas”, alerta Eduardo Bicacro, Managing Director & Partner da BCG.

“A perda de competitividade salarial é uma das principais causas, mas também pesam outros fatores — como a autonomia, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a flexibilidade — em que Portugal continua atrás de outros mercados europeus.”

Autonomia e equilíbrio são cada vez mais valorizados

Para além do salário, os portugueses valorizam cada vez mais a autonomia (26%) e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional (25%), ambos com um crescimento de 2 pontos percentuais face a 2024.

Outros fatores em destaque são:

  • flexibilidade de horário (23%),

  • ambiente de trabalho saudável e colaborativo (22%),

  • e relações interpessoais positivas (18%).

Por outro lado, aspetos como propósito e significado (13%), flexibilidade geográfica (10%) ou benefícios adicionais (5%) — como carro, combustível ou ginásio — surgem como menos prioritários.

Trabalho híbrido mantém-se relevante

Apesar da tendência global para modelos híbridos, o trabalho 100% presencial continua a predominar em Portugal (72% dos inquiridos).
Contudo, mais de 60% dos trabalhadores nesta situação afirmam que preferiam ter maior flexibilidade — seja em regime remoto parcial ou total.

Atualmente, apenas 10% trabalham totalmente à distância, embora um em cada quatro portugueses indique essa preferência, sobretudo entre os profissionais até aos 45 anos.

Diversidade e inclusão continuam essenciais

O estudo revela ainda que 80% dos portugueses consideram importante ou muito importante trabalhar em ambientes diversos e inclusivos, e 17% descrevem esta característica como “essencial”.
Apenas 6% dizem não valorizar a diversidade no contexto organizacional.

Sobre o estudo

O “Consumer Sentiment Survey 2025” baseia-se num inquérito realizado pela BCG a 1.000 portugueses residentes em Portugal continental, conduzido em agosto de 2025.
A pesquisa incluiu 44 questões sobre hábitos de consumo e perceções sobre o mercado de trabalho e a economia.