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O impacto do stress financeiro na saúde física

Forever Young

Preocupações com dinheiro não afetam apenas a carteira: refletem-se no corpo. O stress financeiro pode aumentar risco de doenças cardíacas, alterar o sono, prejudicar a imunidade e até acelerar o envelhecimento.

Stress financeiro: um problema crescente

Num contexto de inflação elevada e aumento do custo de vida, muitos portugueses sentem pressão financeira constante. Um inquérito da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa revelou que mais de metade dos lares portugueses tem dificuldades em pagar todas as despesas mensais. Este stress contínuo não é apenas psicológico — tem efeitos físicos concretos.

Como o corpo reage ao stress

O stress ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, libertando cortisol, a hormona do stress. Quando este estado se prolonga, o organismo entra em desgaste: aumenta a tensão arterial, o coração trabalha mais e o sistema imunitário enfraquece. A American Psychological Association destaca que o stress crónico está associado a maior risco de doenças cardiovasculares e metabólicas.

Efeitos do stress financeiro

  • Insónia: preocupações constantes dificultam o adormecer e reduzem a qualidade do sono.
  • Problemas digestivos: ansiedade e stress afetam o sistema gastrointestinal, provocando azia, dores ou diarreia.
  • Aumento do risco cardiovascular: hipertensão e enfartes são mais frequentes em pessoas expostas a forte pressão financeira.
  • Envelhecimento precoce: níveis elevados de cortisol estão associados a encurtamento dos telómeros, estruturas ligadas à longevidade celular.

Consequências sociais e comportamentais

O stress financeiro pode levar a comportamentos de risco, como consumo excessivo de álcool, tabaco ou alimentação desregrada, criando um ciclo vicioso de problemas de saúde. Além disso, está associado a maior incidência de depressão e ansiedade, o que agrava ainda mais a perceção de instabilidade.

Estratégias para reduzir o impacto

  • Educação financeira: planear orçamentos e gerir dívidas reduz a incerteza.
  • Estilo de vida saudável: atividade física regular ajuda a controlar os níveis de cortisol.
  • Procura de apoio: partilhar preocupações com família ou técnicos especializados alivia a carga emocional.
  • Mindfulness e relaxamento: técnicas de respiração e meditação têm efeitos comprovados na redução da ansiedade.

O stress financeiro não deve ser visto apenas como um problema económico, mas também como uma questão de saúde pública. Reconhecer os sinais físicos e adotar estratégias de mitigação é essencial para proteger o coração, o sistema imunitário e a qualidade de vida.