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Precisa de renegociar os seus créditos? Há alguns aspetos que deve ter em conta. Ora veja

O Doutor Finança explica de que forma a renegociação de créditos pode ser uma solução para recuperar a saúde financeira e indica os passos a dar para minimizar o risco de incumprimento.

26 Dezembro 2023
Sandra M. Pinto

Num contexto de subida progressiva das taxas de juro, muitas famílias têm sentido dificuldades acrescidas em equilibrar o seu orçamento e, em muitos casos, em cumprir com as suas obrigações. O impacto deste agravamento pesa sobretudo para quem contraiu um crédito habitação indexado à Euribor, e tem visto a sua prestação aumentar significativamente a cada revisão. Nestes casos, um dos caminhos a considerar para aliviar o peso da fatura mensal é renegociar o crédito.

Em primeiro lugar, para perceber qual a real situação de todos os nossos créditos, devemos consultar o Mapa de Responsabilidades de Crédito. Posteriormente, é necessário calcular a nossa taxa de esforço. Estas são as contas que vão permitir saber o peso que os créditos têm no nosso orçamento, sempre tendo em consideração ainda outros gastos fixos mensais.

Depois de fazer as contas relativas às nossas despesas, devemos falar com o banco para tentar renegociar o crédito e reduzir os encargos com as prestações. Entre as condições que podemos tentar alterar encontram-se o spread; o prazo do indexante (Euribor a três, seis ou 12 meses); o regime da taxa de juro (fixa ou variável); o prazo para pagar o empréstimo e a modalidade de reembolso. Existe ainda a possibilidade de renegociar os produtos associados ao crédito habitação.

É fundamental estarmos atentos e anteciparmos possíveis dificuldades no cumprimento dos contratos de crédito, alertando as instituições sobre esta situação. Tendo em conta o Plano de Ação para o Risco de Incumprimento (PARI), e após avaliar a situação financeira do cliente, a instituição de crédito pode propor a alteração de uma ou mais condições do contrato. Entre as possibilidades contam-se o diferimento de parte do capital para uma prestação futura; o alargamento do prazo de amortização do contrato de crédito; a fixação de um período de carência de reembolso do capital ou de reembolso do capital e de pagamento de juros e a redução da taxa de juro do contrato durante um determinado período.

“É importante termos consciência que algumas das soluções que têm como objetivo mitigar o risco de incumprimento como, por exemplo, o alargamento do prazo dos empréstimos, vão tornar os créditos mais caros, no final das contas. Nesse sentido, não devem ser encaradas como opções mais vantajosas e, sim, como uma forma de resolver um problema, e evitar maiores riscos, até conseguirmos reorganizar as nossas finanças pessoais”, aponta Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças.

Para quem tenha mais do que um crédito ao consumo, a consolidação de créditos também é uma possibilidade para baixar a prestação mensal dos empréstimos. Isto porque passamos a pagar uma única prestação por todos os financiamentos, com uma taxa de juro mais baixa, que permite poupar, em certos casos, até 60% no total dos encargos.

Caso já estejamos com uma ou mais prestações em atraso, para evitar o recurso a tribunais, devemos solicitar a integração no procedimento extrajudicial de regularização de situações de incumprimento (PERSI) para renegociar os créditos, obtendo novas condições contratuais.

 

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