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Saúde mental: equipas comunitárias baixam internamentos e readmissões

Forever Young com Lusa

O coordenador nacional das políticas de saúde mental realçou hoje a redução de internamentos e readmissões conseguida pelas equipas comunitárias, garantindo que, até março, as 40 previstas no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) estarão todas no terreno.

“Em agregado, conseguimos pelo menos 25% de redução nos internamentos e pelo menos 47% nas readmissões, que é o aspeto qualitativo mais importantes”, afirmou Miguel Xavier, acrescentando: “Se não houver acompanhamento de proximidade, a taxa de readmissões é alta”.

Questionado sobre as equipas comunitárias previstas no PRR, disse que 20 já estão no terreno e que estão a decorrer as contratações para as restantes 20.

“Significa que, até março, teremos as 40 equipes do PRR no terreno”, afirmou.

O responsável apontou os dados de um estudo que analisou o trabalho de quatro equipas comunitárias de saúde mental de adultos (Chaves, Ourém, Viseu-Dão Lafões e Baixo Alentejo), que mostram, nestes casos, uma redução de 25,8% no número de dias de internamento hospitalar e de 13,2% na taxa de reinternamentos.

Essa redução, referem os dados, gerou uma poupança de cerca de 3,4 milhões de euros no período analisado.

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Segundo estes dados, que foram apresentados no Encontro Europeu das Equipas Comunitárias de Saúde Mental, que decorreu na semana passada, o retorno de cada euro investido nas equipas, considerando a poupança gerada (mudança ou benefício social obtido), alcança os 4,80 euros, no cenário base real.

Em cenários simulados, o benefício chega a alcançar 12,4 euros, tendo em conta o limiar máximo (limite de dias recomendados para um internamento específico, definido por diagnóstico e complexidade).

Miguel Xavier afirma que o impacto das equipas comunitárias de saúde mental gera efeitos positivos adicionais para a sociedade “difíceis de quantificar” e defende que parte da verba poupada deve ser reinvestida para melhorar os recursos humanos das equipas que já existiam nalguns serviços, mas não estão completas.

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Segundo disse, há um total de cerca de 70 equipas comunitárias no país, mas nem todas estão completas, faltando sobretudo recursos não médicos.

“O objetivo é disseminar o modelo a todo o país e conseguir completar em número os recursos humanos que faltam”, disse o responsável, explicando que, por opção, se decidiu no PRR não criar equipas em Lisboa, Coimbra e Porto, investindo em zonas com menor cobertura.

“O sítio com mais falhas era toda região da Raia, que numa primeira fase estava em mais dificuldade”, disse, acrescentando: “Com as 20 ficamos com o tudo completo”.

Depois das 20 equipas comunitárias de saúde mental previstas em 2021 e 2022 (10 de adultos e 10 de infância e adolescência), as restantes abrangidas pelo PRR estavam previstas, em 2023, para as Unidades Locais de Saúde (ULS) de Braga, Guarda, Loures-Odivelas, Arco Ribeirinho, Litoral Alentejano e Algarve (na área de adultos) e nas ULS de Entre Douro e Vouga, Viseu-Dão Lafões, Estuário do Tejo e Norte Alentejano (infáncia e adolescência).

Para 2024, também com verbas do PRR, estavam as equipas comunitárias de saúde mental para adultos nas ULS de Medio-Ave, Tâmega e Sousa, Beira Interior, Almada-Seixal, Alentejo Central e Algarve e, para infância e adolescentes, das ULS de Alto Ave, Castelo Branco, Lisboa Odcidental e Loures-Odivelas.

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Os dados epidemiológicos e clínicos indicam que as perturbações psiquiátricas e os problemas de saúde mental se tornaram a principal causa de incapacidade e uma das principais causas de morbilidade e morte prematura, especialmente nos países ocidentais industrializados.

As perturbações psiquiátricas representam 12% da carga global de doenças em Portugal, apenas precedidas pelas doenças cerebrais/cardiovasculares, com um peso global de 14%.

SO // FPA

Lusa/fim