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Estes são os segredos para um bom e-mail

Forever Young

Impressione os outros com os seus dotes de escrita. Conheça as dicas da Escrivaninha (equipa de serviços linguístico e de edição)

O e-mail é uma ferramenta que, hoje, nos permite estar em contacto à distância de um clique. Mas, como em todos os actos de comunicação – sobretudo os escritos – um bom e-mail deve escrever-se com particular atenção a certas regras.

Sabem quais são elas? Pois bem, vamos por pontos.

 

Assunto do e-mail

Todos nós sabemos o quão pouco agradável – e por vezes até suspeito – é receber um email sem assunto.

Pois é, a não ser que estejamos em conversa fiada com alguém muito próximo, qualquer e-mail (seja ele formal ou informal) deve ter um assunto. O assunto é o primeiro contacto que o destinatário tem com a mensagem, pelo que deve dizer, de forma clara e concisa, aquilo de que tratamos.

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Nesse sentido, o nosso conselho é que o assunto seja sempre:

  • honesto– porque mesmo que o conteúdo da mensagem não seja agradável, um dos princípios básicos de toda a comunicação é que não tentemos desviar o nosso interlocutor com baixos golpes de retórica;
  • claro– para que o destinatário saiba exactamente do que se trata e não perca o interesse na leitura;
  • personalizado– isto é, adequado ao destinatário, para que o mesmo o possa reconhecer a importância de ler a mensagem que se segue e, mesmo que não reconheça o remetente ou não esteja à partida interessado no que ele tem para lhe dizer, fique, pelo menos, grato pela iniciativa.

 

Como saudar

A saudação é a primeira linha dos nossos e-mails e tem por objectivo iniciar a interação. É, portanto, uma forma de cumprimentar o seu interlocutor e, por isso, imprescindível. Também não endereçamos um colega ou familiar na rua sem que o cumprimentemos primeiro, não é verdade?

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Por isso, se o seu e-mail tiver um tom informal, porque não começar com «Olá, como estás?». Se, por outro lado, a mensagem tiver um tom mais cuidado, convém saber exactamente o cargo da pessoa a quem nos dirigimos (1) ou, caso já mantenhamos contacto com essa pessoa há algum tempo, optar por algo ligeiramente menos formal (2)

 

1) «Exmo. Prof. Doutor.,

 

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Espero que se encontre bem.»

 

2) «Cara Prof.ª Doutora,

 

Como está?».

 

O importante é não nos esquecermos de saudar a pessoa a quem escrevemos e, assim, dar início a uma boa conversa

 

Apresentação?

Caso o seu destinatário não o conheça, deve apresentar-se.

Sim, nesse cenário o destinatário não deve ter de esperar para ler uma página de texto para saber quem é a pessoa que lhe escreve. Isso não só fará com que leia a mensagem com menos atenção, como tornará difícil compreender as razões pelas quais está a ser contactado.

 

Contudo, seja tão breve quanto possível. Esta apresentação serve apenas para que o seu interlocutor saiba quem você é – e a maior parte das vezes o motivo pelo qual essa pessoa o contacta virá implícito e será confirmado nas frases que se seguem.

 

Diga apenas:

  • o seu nome, a sua profissão e, caso se aplique, explicite a forma como obteve o contacto do destinatário ou em que momento o conheceu.

 

Planear o corpo do e-mail

Se o nosso leitor vai escrever um e-mail – quer seja para um amigo ou para uma empresa – quer dizer que pretende estabelecer um acto de comunicação com o seu destinatário. Ora, se assim é, certamente que tem um intuito – quer seja expressar uma dúvida, prestar condolências, desejar um feliz aniversário, candidatar-se a uma posição ou expressar uma determinada opinião sobre um qualquer assunto.

Sendo assim, não pode esquecer-se do quão importante é organizar o conteúdo da sua mensagem para que o seu interlocutor: 1. fique interessado no tema, 2. acompanhe o seu raciocínio, 2. compreenda exactamente o que pretende comunicar-lhe.

Desta forma, lembre-se que deve seguir sempre as seguintes regras:

  • faça um rascunho do que pretende dizer ao seu interlocutor;
  • defina os objectivos da sua mensagem para que possa: 1. estruturá-la de acordo com o seu intuito final (e não contra ele); 2. aperfeiçoar a linguagem escolhendo as palavras que vão ao encontro desses objectivos.
  • trabalhe bem nas primeiras frases, de forma a captar a atenção do leitor e explicar-lhe exactamente porque lhe escreve;
  • mostre, com subtileza, que sabe do que está a falar e que fez toda a pesquisa necessária para estabelecer esse contacto;
  • escreva do geral para o particular, começando pelo que é verdadeiramente importante e só depois seguindo para os detalhes.

 

O importante é escrever numa sequência lógica que trabalhe a favor da sua argumentação e que, consequentemente, não deixe margem para erros.

 

Quantas vezes já não escrevemos e-mails tão pouco estruturados que a nossa mensagem foi mal interpretada pelo nosso destinatário? Isso é precisamente o que um bom e-mail evita.

 

Ter cuidado com a linguagem

Num bom e-mail, como em qualquer outro acto de comunicação escrita, a atenção à ortografia e à sintaxe é absolutamente essencial. São elas que provam a proficiência linguística, a capacidade de exposição, a clareza do raciocínio do remetente e, claro, a seriedade do contacto.

Além disso, independentemente de quem seja o seu interlocutor, o remetente deve sempre:

  • escrever com confiança e garantir que o seu interlocutor acredita em tudo o que lhe diz;
  • ser breve e conciso, evitando repetições e a explicação excessiva das suas ideias;
  • adequar o seu vocabulário à pessoa a quem a mensagem se dirige (evitando termos técnicos se não sabe se essa pessoa os conhece, utilizando vocabulário mais cuidado, se sabe que isso é apreciado, e evitando palavras menos comuns sempre que não tiver a certeza de que o destinatário as conhece);
  • ser claro e assertivo, optando por utilizar a voz activa («li o seu artigo em 2018») em vez da voz passiva («o seu artigo foi lido por mim em 2018»), por advérbios e adjectivos conhecidos, e por frases curtas.
  • evitar palavras que revelem falta de vocabulário ou pouco cuidado na escrita (por exemplo «coisa»).

 

Terminar o e-mail 

Para terminar o seu e-mail o remetente deve:

  1. fazer um breve resumo do que pretendia com ele – uma frase (não muito longa) bastará;
  2. despedir-se de forma adequada.
    No caso de um e-mailmais formal pode optar por «Com os meus melhores cumprimentos», «Cordialmente», «Antecipadamente grata/o», «Agradeço desde já a atenção»; enquanto num e-mail informal pode escolher entre «Até à próxima», «Fica bem», «Beijinhos».
  3. assinar.

 

 

Por fim, a regra de outro é não clicar no botão de «Enviar» sem antes rever todo o texto. Há sempre aperfeiçoamentos que só podemos fazer numa leitura final e, da pontuação à escolha das palavras mais adequadas, tudo conta para a eficácia comunicativa de um e-mail.

 

Marta Cruz

 

Estes são os segredos para um bom e-mail
(texto escrito de acordo com a antiga ortografia)
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