As bebidas ultraprocessadas têm elevada carga de açúcares, especialmente frutose industrializada. De acordo com a médica Elodia Ávila, «desencadeiam picos de glicose no sangue, aumentam o apetite e geram inflamação crónica. Esse ciclo vicioso sobrecarrega órgãos vitais e eleva o risco de obesidade, diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares».
Para a especialista, «o grande perigo dessas bebidas é que passam despercebidas na rotina de muitas pessoas. Como não promovem saciedade e apresentam altíssima carga glicémica, desencadeiam um ciclo vicioso de picos e quedas de glicose, levando a um aumento do apetite e à inflamação crónica».
Órgãos mais afetados pelo consumo
1. Pâncreas
O excesso de açúcar exige produção constante de insulina. Isso leva à resistência insulínica e, posteriormente, ao diabetes.
2. Fígado
A frutose em excesso é metabolizada diretamente pelo órgão. Resultado: acumular de gordura hepática e risco de esteatose.
3. Coração
O consumo regular está associado a hipertensão, inflamação vascular e doenças cardíacas.
4. Cérebro
Estudos vinculam altos níveis de açúcar na dieta a déficits cognitivos e doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.
O maior risco está na banalização do consumo, porque muitas pessoas não percebem que estão a beber veneno para a longevidade diariamente.
- Refrigerantes durante almoços de família;
- Sumos de caixa em lanches rápidos;
- Energéticos em jornadas de trabalho extensas.
Alternativas
- Água com frutas frescas;
- Chás sem adição de açúcar;
- Água de coco natural.