Estudo revela que a luz solar pode mudar a cor das fezes

Ciência diz que a exposição da pele à luz UVB altera a mistura de bactérias encontradas no intestino, possivelmente via vitamina D.

Estudo recente revela que a exposição da pele à luz UVB pode alterar o microbioma intestinal dos humanos, e, assim, alterar a cor das nossas fezes. O que esta análise sugere é que a vitamina D medeia essa mudança – algo que pode ajudar também a explicar o efeito protetor da luz UVB em doenças inflamatórias no intestino (DII) ou a esclerose múltipla (EM).

A exposição ao sol, os níveis de vitamina D e a mistura de bactérias no intestino estão associadas ao risco de doenças inflamatórias, com os UVB da luz solar a potenciar a produção de vitamina D, que estudos recentes sugerem ter a capacidade de alterar o microbioma intestinal humano. Este estudo foi pioneiro na análise da ligação causal entre esses três fatores e quais os efeitos da exposição à luz UVB no microbioma intestinal humano.

Os participantes deste estudo foram voluntárias saudáveis ​​do sexo feminino, que receberam três sessões de um minuto de exposição a UVB de corpo inteiro numa única semana. Antes e após cada sessão foram adquiridas amostras de fezes, para análise de bactérias intestinais, e de sangue para os níveis de vitamina D.

O coautor do estudo da Universidade de Washington DC, nos Estados Unidos, Bruce Vallance avançou, em declarações ao blog especializado em notícias científicas Frontiers, que a exposição ao UVB na pele aumentou significativamente a diversidade microbiana intestinal, sobretudo «das mulheres que tinham um microbioma intestinal menos diversificado e equilibrado do que aquelas que tomavam regularmente suplementos de vitamina D». O maior efeito foi «um aumento na abundância relativa de bactérias Lachnospiraceae e dos níveis de vitamina D no sangue após a exposição à luz UVB», acrescentou o especialista.

Assim, Bruce Vallance resumiu que a principal conclusão destes «novos dados empolgantes é a capacidade da luz UVB de modular a composição do microbioma intestinal em seres humanos, possivelmente através da síntese de vitamina D». Além de que também mostraram alguma concordância com estudos anteriores (realizados em r, que detetaram «um aumento de certas bactérias no intestino após a exposição aos UVB», como relata o cientista.

O efeito protetor da luz solar

O papel do microbioma relativo às doenças inflamatórias do intestino e à esclerose múltipla está ainda num estágio inicial de pesquisa. Porém, as bactérias intestinais são conhecidas por modular o sistema imunológico, bem como a passagem de agentes patogénicos e outras substâncias do sangue para o cérebro.

Ora, o estudo não foi projetado para mostrar como ocorrem as alterações do microbioma, mas Bruce Vallance considera «provável que a exposição à luz UVB intervenha, primeiro de alguma forma, no sistema imunológico e depois, mais sistemicamente, afete o quão favorável é o ambiente intestinal para as diferentes bactérias».

Além disso, os resultados desta investigação «identificam um novo eixo do intestino da pele que pode contribuir para o papel protetor da exposição à luz UVB em doenças inflamatórias como a EM e a DII», conclui o especialista.

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