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Já passou dos 50 anos? Saiba que a idade não define a competência no local de trabalho

Já passou dos 50 anos? Saiba que a idade não define a competência no local de trabalho
Sandra M. Pinto

E não aceite que lhe digam o contrário.

Quando falamos de ageism é necessário perceber que não estamos a falar apenas de pessoas consideradas “demasiado” velhas, mas também de pessoas consideradas “demasiado” novas – afeta ambos os extremos.

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o ageism é responsável por estereótipos, preconceitos e discriminação em relação aos outros, e também a si próprio, com base na idade. Desde muito novos que começamos a internalizar este tipo de estereótipos de idade e isso pode condicionar todos os aspetos da nossa vida, nomeadamente, tornando-se, por exemplo, um fator de grande peso no momento da escolha entre diferentes candidatos no mundo do trabalho.

 

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“Os preconceitos, na verdade, começam na sociedade. Nós temos preconceitos enraizados socialmente que nos foram incutidos desde sempre. E, portanto, a cultura organizacional também bebeu muito desta informação e acabou por enraizá-la culturalmente”, explica Rita Mexia, membro do comitê de Equity@Work da Kelly Portugal.

 

“Quando falamos de ageism, falamos de um fenómeno que tem a ver com pensamento e a prática que pessoas de diferentes idades têm relativamente a outras também com diferentes idades”, diz José Ferreira Alves, professor da Universidade do Minho e investigador da área do ageism, o que se traduz, no fundo, na forma como discriminamos uma pessoa com base na sua idade.

 

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São diversas as ideias – erradas – adjacentes a estas duas faixas etárias no mundo do trabalho: desde o jovem que tem pouca ou nenhuma experiência e por isso não saberá o que fazer, até ao adulto que parece já não trazer novas competências e será um custo mais elevado para a empresa. No entanto, perpetuar este tipo de pensamento significa limitar o sucesso de qualquer empresa. Independentemente da área ou indústria em questão, a diversidade é um fator-chave para gerar ideias e abordagens informadas, com base em diferentes pontos de vista e experiências.

 

Rita Mexia reforça a importância da mudança de olhar que tem de ser feita relativamente a este tema no mundo do trabalho: “temos de ajustar a lente. Os mais novos trazem mais valias para as empresas, pela sua energia e dinâmica, e os mais velhos têm a maturidade, a experiência e tranquilidade, que podem criar sinergias bastante interessantes entre equipas”. Em especial quando estamos perante um fenómeno que afeta a vida social, profissional e pessoal destas duas faixas etárias.

 

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Equipas diversificadas apresentam abordagens mais completas na resolução de problemas e um ambiente de trabalho bastante diversificado, através de diferentes pontos de vista, ajudando a alargar o espetro de possíveis soluções e inovações. Além disto, estas duas faixas etárias têm muito a aprender uma com a outra e complementam-se, permitindo o desenvolvimento de ambos.